Você sabia que o Brasil ocupa o terceiro lugar no consumo de pílulas anticoncepcionais na América Latina? Isso mesmo, o país só fica atrás do Uruguai (21,8%) e Chile (19%). O método é um dos meios mais eficazes de contracepção, no entanto conta com 1% de chance de falha. A porcentagem é pequena, mas ainda assim pode acontecer, principalmente quando a paciente não segue as restrições médicas.
A mulher que faz o uso das pílulas precisa se atentar a alguns detalhes e manter sempre um diálogo com o médico de sua confiança.
De acordo com o Dr. Eneias Cano (CRM 4695, RQE 3216), ginecologista e obstetra da Gestare Vita Três Lagoas, o uso associado de alguns remédios como antibióticos e antidepressivos podem interferir a eficácia do anticoncepcional.
Outro risco está interligado ao fato da paciente confiar 100% na pílula ainda nas primeiras semanas de tratamento. O organismo necessita de um tempo para se adaptar, sendo assim, recomenda-se que no primeiro mês a mulher utilize outro método anticoncepcional, como o preservativo, que previne também a transmissão de DST’s.
Caso a paciente apresente vômito ou diarreia em até 4 horas após a ingestão do medicamento ele também pode perder a eficácia, sendo necessário tomar outra pílula e usar preservativo nos próximo dias. Casos os episódios se repitam, converse com seu médico e tente mudar a medicação.
Esquecer é algo comum, e se você faz o uso do medicamento provavelmente já passou por isso. A questão é, o esquecimento pode acarretar em gravidez e a eficácia pode ser afetada até mesmo pela irregularidade no horário.
Para que o bloqueio da ovulação ocorra de maneira regular os medicamentos precisam ser tomados de forma regrada e se isso não é feito a possibilidade da gestação aumenta. O risco é maior ainda quando o esquecimento ocorre na primeira semana da cartela do anticoncepcional.
Bom, mas caso o consumo da pílula tenha caído no esquecimento, o ideal é que a paciente faça a ingestão do medicamento em até 12 horas após o horário marcado e quanto mais rápido a ingestão maior será a eficácia.
Caso o uso seja interrompido por um mês, é necessário iniciar com uma nova cartela no próximo período e contar com o auxílio do preservativo nos primeiros 21 dias do tratamento
A importância da prescrição médica
Segundo Dr. Eneias Cano (CRM 4695, RQE 3216), toda pílula anticoncepcional só deve ser utilizada mediante prescrição médica, isso porque o mercado oferta um série de variedades e cada uma é indicada para um tipo diferente de organismo.
Além disso é importante não substituir o preservativo pela pílula mas usar ambos juntos, pois o preservativo ainda previne as doenças sexualmente transmissíveis.
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