A Endometriose é uma doença que ainda não tem cura definitiva e que é considerado um dos fatores que causam a infertilidade. A doença acontece quando o endométrio, tecido que fica localizado na parte interna do útero, se implanta em outros locais que não na região embrionária como as trompas, ovários, e outras partes do organismo próximas a ele e esse tecido se necrosa e se exterioriza através da menstruação.
As cólicas intensas são um sinal de alerta, pois além de não serem comuns, elas são causadas pela inflamação desse tecido que mesmo deslocado, continua a crescer e por estar em um lugar que não deveria, inflama e provoca dores incapacitantes em mulheres que sofrem com a endometriose.
Para entender melhor é preciso compreender o ciclo menstrual. Durante esse período, primeiro o organismo se prepara para a fecundação (período fértil) e por isso, o endométrio recebe um estímulo dos hormônios para se tornar mais espesso, preparando o local para o embrião. Quando a fecundação não ocorre, acontece um processo inflamatório que se repete a cada menstruação.
Porém, uma parte das mulheres em idade reprodutiva não tem esse ciclo completo como deveria. O que ocorre com essas mulheres é que uma parte do endométrio acaba indo parar na cavidade abdominal, intestino, bexiga, trompas, ovários, podendo chegar até os pulmões. Além de diminuir a qualidade de vida de quem tem a endometriose, ela ainda causa a infertilidade pois quando o tecido do endométrio é aderido a outras órgãos, somado a outros fatores, dificulta a promoção do encontro do espermatozóide com o óvulo.
No mês de março, em especial, vários países levantam a bandeira amarela para a Conscientização da Endometriose. Durante esse mês, inúmeras mulheres de todo o mundo se apoiam e trabalham para conscientizar mais mulheres com depoimentos, palestras e campanhas a desde cedo procurar um médico para que o diagnóstico precoce seja realizado e o tratamento impeça a doença de se alastrar ainda mais.
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Dor local: parte inferior das costas, parte inferior do abdômen, pélvis, reto ou vagina;
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Tipos de dor: aguda, forte ou leve;
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Dor circunstancial: durante a relação sexual;
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Na menstruação: menstruação anormal, menstruação dolorosa, menstruação irregular, menstruação pesada ou sangramento pela vagina;
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No aparelho gastrointestinal: constipação, eliminando quantidades excessivas de gases, incapacidade de esvaziar o intestino ou náusea;
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Na virilha: sangramento vaginal ou sangramento vaginal anormal;
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Também comum: dor ao defecar, hiperalgesia, infertilidade ou sensação de estufamento abdominal;
Qualquer tipo de tratamentos e exames devem ser realizados com o acompanhamento de um profissional especializado. Por isso, busque um médico de confiança e não deixe para se cuidar depois. Sua saúde vem em primeiro lugar!