Você já ouviu falar em estrabismo? - Bom, é muito provável que sim, no entanto, a doença é mais conhecida como "vesguice" ou "síndrome do olho torto", uma vez que a condição impede o olhar para uma mesma direção ao mesmo tempo, ou seja, os olhos perdem o alinhamento correto. Vale ressaltar que a doença é muito comum ainda na infância mas também pode atingir os adultos.
Pensando nisso, hoje a equipe de Instituto dos Olhos de Três Lagoas vai esclarecer algumas dúvidas em relação ao estrabismo, como as causas e tratamento. Confira!
O que causa o estrabismo?
Nossos olhos possuem seis pares de músculo, ambos comandados pelo nosso cérebro e trabalham para manter o alinhamento correto da nossa visão, no entanto, existem alguns fatores que podem comprometer esse controle dos músculos, provocando o estrabismo. Veja alguns desses fatores:
-
Dificuldade motora em controlar o movimento dos olhos;
-
Doenças neurológicas, como acidente vascular cerebral (AVC);
-
Questões genéticas, como Síndrome de Down;
-
Questões oculares (catarata congênita), infecciosas (meningite, encefalite), da tireoide, diabetes e hereditariedade.
-
Baixa visão dos olhos;
Grau elevado de hipermetropia, quando a pessoa é obrigada a aproximar-se, para compensar a dificuldade da visão.
Quando existe um esforço excessivo para enxergar, a pessoa fica suscetível a um distúrbio chamado endotropia acomodativa, que prejudica esse alinhamento dos olhos. A condição costuma se manifestar aos dois anos de idade, no entanto, pode surgir em uma idade um pouco mais avançada também e pode ser corrigida com óculos de grau.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Sim, existe mais de um tipo de estrabismo. De acordo com Conselho Brasileiro de Estrabismo (CBE) são 5 tipos de desvio causados na visão:
-
Estrabismo convergente, ou esotropia: quando o olho é direcionado para o nariz;
-
Estrabismo divergente ou exotropia: quando o olho é direcionado para as orelhas;
-
Estrabismo vertical ou hipermetropia: quando o olho é voltado para cima (para a testa), ou para baixo (para o lado das bochechas).
-
Estrabismo alternante: o desvio pode variar entre um olho e outro (ora no direito, ora no esquerdo).
-
Estrabismo intermitente: quando há variação de alinhamento e desvio, ele não se manifesta constantemente. Esse tipo de estrabismo é mais comum nos desvios divergentes.
imagem ilustrativa
Sim, existe cura, no entanto, quanto mais cedo diagnosticado maiores são as chances de sucesso no tratamento.
Quando a doença se manifesta em adultos um dos métodos mais utilizados é a cirurgia de correção ou até mesmo óculos, que visam amenizar o problema. Além disso, caso identificado a necessidade, o especialista também pode utilizar exercícios ortópticos para o fortalecimento do músculo e aplicação de colírios. Mas lembre-se: o melhor tratamento só pode ser indicado por um oftalmologista de sua confiança!
Em de até seis meses, é muito comum o uso do tapa-olho, uma vez que opção não é invasiva e obriga a criança a usar apenas no olho que está desalinhado, ajudando a desenvolver os músculos deste olho.
Agora, caso o estrabismo se manifeste em crianças um pouco mais velha, o ideal é o uso do tapa-olho em conjunto com o óculos de grau, isso porque dependendo da idade a criança já não enxerga de maneira adequada.
Vale ressaltar, que o tapa-olho é uma das alternativas mais indicadas e é muito comum ver pessoas com estrabismo que fazem o uso, até mesmo em adultos.
Conforme citamos acima, existe a cirurgia para correção, no entanto, ela só é indicada quando o estrabismo persistir mesmo após os tratamentos. O que determina se a operação irá ocorrer em um olho ou nos dois é o nível do desvio em conjunto com a indicação vinda por parte do especialista no assunto.
Erros comuns em relação ao estrabismo
Muitas pessoas acreditam que o problema desaparece de forma natural de acordo com o crescimento da criança, no entanto, ainda nos primeiros sintomas que são bem evidentes devido a perda do alinhamento, é essencial procurar um oftalmologista, visando uma avaliação e um diagnóstico adequado.
Essa procura emergencial por um médico se deve ao fato de que a doença tem cura, mas conforme citado, as chances de sucesso no tratamento são maiores quando o diagnóstico é feito precocemente.
E para manter a saúde ocular em dia, procure fazer visitas periódicas a um especialista de sua confiança. O Instituto dos Olhos de Três Lagoas por exemplo conta com profissionais altamente qualificados, além disso a clínica é referência na cidade de Três Lagoas e região.
Para marcar uma avaliação, clique no botão abaixo!
Gostou do blog e quer ter acesso a outros conteúdos exclusivos? - Aproveite e siga o IOTL nas redes sociais.