O tabagismo em si já é prejudicial para muitos fatores da saúde geral, mas para casais que pretendem engravidar, ele é um dos vilões. O vício em nicotina gera a dependência de substâncias que interferem diretamente para a qualidade ovulatória da mulher e, consequentemente, ocasionar a infertilidade do casal.
Segundo pesquisas, fumar reduz em até 25% as chances de engravidar e traz vários riscos para a gestante, podendo aumentar as chances de uma gravidez ectópica por causar uma lentidão no sistema reprodutor feminino (gravidez nas trompas), maior risco de um aborto espontâneo (o corpo fica menos oxigenado e a vascularização da região uterina é afetada impedindo a fixação do embrião no útero).
Já durante a gravidez, o cigarro é responsável por 40% dos casos de descolamento de placenta (quando ocorre a separação do útero da placenta e o bebê deixa de receber oxigênio e nutrientes). Risco de morte súbita da criança (parada respiratória durante o sono), prematuridade, a criança pode nascer abaixo do peso e agravamento da hipertensão são os outros fatores que põe em risco a saúde da mãe e do embrião.
Segundo Dr. Eneias Cano (CRM 4695, RQE 3216), ginecologista e obstetra da clínica Gestare Vita, para quem pretende ter filhos o ideal é parar de fumar o quanto antes, assim os efeitos do tabaco têm tempo para sair do organismo.
Em caso de qualquer sintoma anormal em relação à saúde reprodutiva do casal, consulte sempre um ginecologista de confiança para um diagnóstico preciso e um tratamento assertivo.
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