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Ginecologista e obstetra Dr. Eneias Cano responde: Ovários policísticos, causa infertilidade?

A síndrome dos ovários policísticos (SOP), é um desequilíbrio hormonal que ocorre na mulher, ocasionando alteração da ovulação e do ciclo menstrual. É a alteração hormonal mais comum, podendo acometer de 20 à 30% da população feminina em idade fértil.

Julia Rafaela  - Hojemais Três Lagoas 
02/10/21 às 15h00

A Síndrome do Ovário Policístico, popularmente conhecida pela sigla SOP, é um distúrbio endócrino (alterações dos hormônios do organismo), caracterizada por alguns sinais clínicos, como menstruação irregular, alta produção do hormônio masculino (testosterona) e presença de microcistos nos ovários, que são pequenas bolsas que contêm material líquido ou semi-sólido. 

A doença é mais comum do que se imagina, podendo acometer de 20 a 30% das mulheres em idade reprodutiva.  Por ser popularmente conhecida, é habitual o grande número de dúvidas em relação à temática, que envolvem as causas e a probabilidade de se tornar infértil por meio do diagnóstico de ovários policísticos. 

Diante desse cenário, o Portal Hojemais conversou com o médico ginecologista e obstetra da Clínica Gestare Vita, Dr. Eneias Cano (CRM 4695, RQE 3216), que se aprofundou no assunto e esclareceu as dúvidas citadas acima. Para saber mais, continue a leitura e confira!

Créditos: Grupo Agitta de Comunicações

Segundo o médico especialista, ainda não existe uma resposta conclusiva em relação às causas da doença, entretanto, o que se sabe é que mais da metade das mulheres diagnosticadas com a síndrome possui algum tipo de problema hormonal, como excesso de produção de insulina e problemas no hipotálamo (coordena a maior parte das funções endócrinas), na hipófise (responsável pelo funcionamento de outras glândulas do corpo), nas adrenais (componentes do sistema endócrino, localizadas acima de cada rim e na parte mais anterior) e produção maior de hormônios masculinos (testosterona). 

“Em relação aos sintomas, além da irregularidade na menstruação, existe também o hirsutismo, que é o aumento dos pelos no rosto, seios e abdômen, a obesidade é outro sintoma comum, que quando desencadeada piora a síndrome. Além disso, tem acnes, que surgem em virtude da maior produção de material oleoso pelas glândulas sebáceas e em alguns casos, a queda de cabelo e depressão” – afirmou o ginecologista. 

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Ovários policísticos causa infertilidade? 

De acordo com o Dr. Eneias Cano, após a confirmação do diagnóstico, essa é uma das primeiras dúvidas a surgir nos consultórios, e a resposta é sim! Existe a possibilidade, e cerca de 40% das pacientes são acometidas pela infertilidade nesses casos. Entretanto, é importante frisar que existe tratamento, o qual pode ser iniciado por meio da utilização orientada de medicamentos que visam restaurar o nível de hormônios que são afetados.

Dependendo do caso clínico, é possível induzir a ovulação em 75% a 85%, e se o método não funcionar existem outras opções, como o uso de inibidores de aromatase (medicamentos que impedem a produção de estrogênio) e da fertilização artificial. No entanto, a melhor opção deve ser alinhada em conjunto com o médico especialista, tendo em vista que existem variáveis de acordo com o caso clínico.

Como é feito o tratamento da síndrome dos ovários policísticos? 

Para o obstetra e ginecologista, o tratamento dos ovários policísticos é muito individualizado, isso porque tudo vai depender da queixa inicial da paciente. Quando o sintoma se resume ao aumento de pelos, o tratamento deve ser voltado para esse combate, e em casos de infertilidade, existem outros métodos conforme os que citados acima. 

“Por se tratar de uma doença crônica, com início gradual e duração longa ou incerta, é importante citar que o tratamento atua nos sintomas, e em alguns casos onde existe a obesidade associada, é necessária uma reeducação alimentar, visando a perda de peso e a resolução do pelos e acnes. Para a infertilidade, o ideal é traçar um plano hormonal, que consequentemente irá contribuir para regulação da menstruação. No entanto, conforme citado, independente do problema causado pela síndrome, o ideal é a busca de um especialista visando a resolutividade da maneira mais eficaz e segura” – finalizou o médico. 

Para agendar uma consulta com o médico ginecologista e obstetra da Clínica Gestare Vita, Dr. Eneias Cano, clique no botão abaixo: 

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DR. ENEIAS CANO 

(CRM 4695, RQE 3216)

Graduado em medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Residência médica em ginecologia e obstetrícia (AAMI-Campo Grande-MS). Pós-graduação em videolaparoscopia ginecológica pelo Instituto Fernandes Figueira-Rio. Pós-graduação em infertilidade pelo instituto Gera - São Paulo. 

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