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Obstetra fala sobre laqueadura e reversão do procedimento

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem um dos maiores índices de mulheres laqueadas no mundo, cerca de 40% das brasileiras já se submeteram ao procedimento

Julia Rafaela - Hojemais Três Lagoas
18/11/19 às 16h00

O processo de tomada de decisões muitas vezes parece complexo, gera dúvidas, medo e aquele famoso ‘friozinho’ na barriga, principalmente quando abordamos o tema laqueadura. Mas você sabe o que é esse procedimento? 

A laqueadura se baseia na esterilização amplamente requisitada por mulheres que não desejam mais engravidar. A cirurgia é considerada simples e pode ser feita em torno de 40 minutos. Durante o procedimento as trompas uterinas são cortadas e suas extremidades são amarradas, impedindo a passagem dos óvulos e espermatozoides. Após a obstrução deste canal, a fecundação ou a fertilização tornam-se inviáveis, impossibilitando a mulher de engravidar por esta via. 

Vale ressaltar, a taxa mínima de falha que é de 0,5% a 1%. No Brasil estima-se que de uma a cada duzentas mulheres laqueadas acabam engravidando.

É possível reverter a laqueadura? - Gestare Vita Clínica da vida e restauração da fertilidade.
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O que poucos sabem é que o Brasil tem um dos maiores índices de mulheres laqueadas no mundo, cerca de 40% das brasileiras já se submeteram ao procedimento, dados esses revelados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Diante desse cenário é importante ressaltar um outro tema, também interligado e que vem sendo debatido com frequência, a reversão do procedimento.

De acordo com o Dr. Eneias Cano (CRM 4695, RQE 3216), ginecologista e obstetra da Gestare Vita Três Lagoas, a laqueadura apresenta pouca taxa de sucesso em seu regresso. No entanto, quando o procedimento é realizado com técnicas de microcirurgia, as chances podem ser maiores na incidência da gravidez. Além disso deve ser levado em consideração o quadro clínico de cada paciente. 

O procedimento só é recomendado sem restrições quando a mulher apresenta algum problema de saúde, como diabetes descompensada, histórico de eclampsia (condição rara que gera convulsões durante a gravidez) e pressão alta. 

Portanto antes da decisão final, é necessário muito diálogo entre o casal e profissional da saúde, a fim de que decisão seja tomada de forma consciente. 

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DR. ENEIAS CANO 

(CRM 4695, RQE 3216)

Graduado em medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Residência médica em ginecologia e obstetrícia (AAMI-Campo Grande-MS). Pós-graduação em videolaparoscopia ginecológica pelo Instituto Fernandes Figueira-Rio. Pós-graduação em infertilidade pelo instituto Gera - São Paulo. 

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