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Saúde íntima é coisa séria

Entenda os sinais e não deixe que algo simples seja a causa de problemas graves, como infertilidade e câncer.

Bianca Renó
16/11/17 às 15h23
(Reprodução)

Desde criança, aprendemos a realizar a higiene necessária para manter nosso corpo limpo e livre de doenças. Entre escovar os dentes e tomar banho, realizamos tudo de forma mecânica, sem pensar em como esses processos são importantes para prevenir infecções e a proliferação de fungos, especialmente nas mulheres.

Em Três Lagoas, devido ao calor, a higiene íntima da mulher requer ainda mais cuidados, pois a anatomia mais fechada é favorável para o desenvolvimento de microorganismos. Por isso, segundo o dr. Enéias Cano, ginecologista (CRM 4695, RQE 3216), é muito importante estar atenta a todas as mudanças na flora vaginal percebidas e cuidar desde o primeiro sinal de alteração.

“As doenças que podem trazer sequelas no futuro reprodutivo da mulher são as vaginoses, percebidas na forma de corrimentos. A paciente até percebe o corrimento, a coceira ou o mau cheiro, mas não trata. Então, ela nota que houve uma melhora, acha que realmente ficou tudo bem, mesmo sem visitar o médico. Enquanto é possível que haja uma sequela que pode, inclusive, levar a problemas de fertilidade”, alerta o médico.

Ele recomenda que sempre que houver mudança na flora vaginal, a mulher visite um especialista, para que ele possa ver o tipo exato, baseado na cor, cheiro, consistência, e tratar de forma correta; e jamais fazer automedicação, ou seguir orientações de farmacêutico, pois é o médico quem pode avaliar corretamente qual é a alteração na flora da paciente e determinar qual remédio é o melhor, a posologia, a farmacodinâmica daquela droga em cima da patologia existente - seja corrimento, vaginose ou candidíase.

Além disso, é importante reforçar a necessidade da realização do preventivo, ou papanicolau. “Ele em si não previne doenças, mas é a forma de diagnosticar precocemente patologias malignas - como o câncer no colo do útero - e evitar que uma mulher jovem precise realizar histerectomia (retirada do útero) ou traquelectomia radical (retirada do colo do útero). Ou seja: algo bem básico, quando negligenciado, pode levar à infertilidade”, analisa dr. Enéias.

Complicações da vaginose

“É comum que a vaginose vire uma doença inflamatória pélvica, que é quando ocorre uma ascensão das bactérias através do colo do útero, endométrio, trompas e ovários. Dependendo do grau da DIP (Doença Inflamatória Pélvica), pode ocorrer infertilidade. É bastante comum receber pacientes que tenham obstrução tubária decorrente de uma vaginose não tratada, subtratada, negligenciada de alguma forma. Esse raciocínio é interessante para mostrar como algo simples - que não ganha o devido cuidado - pode se tornar algo grave: a paciente tem um corrimento, acha que é normal, vai passando, a inflamação ascende, e pode gerar uma obstrução tubária, ou uma dor na relação sexual, pois trompas e ovários estão inflamados; e com o decorrer do tempo, gerar infertilidade”, explica.

Por isso, não tenha vergonha de cuidar de sua higiene íntima, procure o seu ginecologista de confiança caso perceba algo diferente e faça o exame preventivo anualmente.

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DR. ENEIAS CANO 

(CRM 4695, RQE 3216)

Graduado em medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Residência médica em ginecologia e obstetrícia (AAMI-Campo Grande-MS). Pós-graduação em videolaparoscopia ginecológica pelo Instituto Fernandes Figueira-Rio. Pós-graduação em infertilidade pelo instituto Gera - São Paulo. 

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