Se você não convive com o ovário policístico, provavelmente conhece alguma mulher da família ou alguma amiga que já disse ter essa condição, pois entre as doenças hormonais, esta é uma das mais comuns. Segundo dados do Ministério da Saúde, a SOP - síndrome do ovário policístico - atinge cerca de 7% das mulheres em idade reprodutiva, e seu diagnóstico e tratamento acontece, geralmente, nos consultórios ginecológicos.
Diagnóstico
Segundo o ginecologista e obstetra dr. Enéias Cano (CRM 4695, RQE 3216), responsável técnico da Gestare Vita, em Três Lagoas, a síndrome de ovário policístico (SOP) pode ser diagnosticada pela tríade: irregularidade menstrual, hiperandrogenismo clínico e/ou laboratorial e imagens sugestivas da síndrome ao ultrassom. “Os sintomas mais comuns são os ciclos desregulados, a acne e o aumento de pelos no tórax, membro inferior e buço”, diz o médico.
Causas
O ginecologista explica que a causa da síndrome não é totalmente esclarecida, porém há algumas hipóteses sobre causas genéticas e também uma relação entre a síndrome do ovário policístico e a obesidade, que comprovadamente provoca alterações metabólicas e pode afetar a produção hormonal. “Por isso, para pacientes mais jovens que não tenham intenção de engravidar em breve, recomendamos uma mudança de hábitos que favoreça a diminuição da gordura corporal, e o anticoncepcional é indicado em outros casos, mas é importante que cada paciente seja avaliada individualmente pelo médico de confiança”, orienta dr. Enéias.
Infertilidade
Em mulheres que estão tentando engravidar, a SOP pode representar uma dificuldade extra, mas dr. Enéias diz que o tratamento para favorecer a fertilidade nesses casos são bastante favoráveis. “Pacientes costumam ter boa resposta com os tratamentos que induzem a ovulação. Com o acompanhamento adequado, o sonho da gravidez pode ser realidade apesar da síndrome”, finaliza ele.
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DR. ENEIAS CANO
(CRM 4695, RQE 3216)
Graduado em medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Residência médica em ginecologia e obstetrícia (AAMI-Campo Grande-MS). Pós-graduação em videolaparoscopia ginecológica pelo Instituto Fernandes Figueira-Rio. Pós-graduação em infertilidade pelo instituto Gera - São Paulo.