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Socorro, tem um cisto no meu ovário!

Dr. Enéias fala sobre esse tema que gera muitas dúvidas entre as mulheres

Bianca Renó
25/05/18 às 16h28

Os ovários formam cistos normalmente durante o ciclo menstrual. Por isso, toda mulher tem chances de ter um cisto visto no ultrassom, e as dúvidas sobre o tema são muitas, principalmente com relação ao tratamento indicado para cada caso.

Dr. Enéias Cano, ginecologista e obstetra responsável pela Gestare Vita, em Três Lagoas, explica que os cisto de ovário são lesões benignas, que podem ter poucos milímetros ou alguns centímetros, e preenchidos de líquidos, porém na maioria das vezes, não apresentam sintomas, sendo visto nos exames de rotina realizados em consultório por ultrassonografia.

“Dependendo do tamanho, algumas pacientes podem sentir bastante incômodo com a presença do cisto, e essa informação é relevante para definir a indicação dada para tratamento. O cuidado e individualização das pacientes é fundamental porque os ovários são protagonistas na produção de hormônios e também dos óvulos, permitindo a fertilidade. Então, nós, ginecologistas, devemos atuar com cautela o indicar cirurgias, pensando em manter o funcionamento pleno do corpo de cada paciente, ainda mais se ela for uma mulher sem filhos, mas que deseja ter” comenta dr. Enéias.

Ovário policístico

Um simples cisto no ovário é diferente do ovário policístico, que é uma condição hormonal mais complexa, que desregula o ciclo menstrual da paciente e provoca outros sintomas além do aparecimento de pequenos cistos distribuídos nas camadas externas dos ovários, prejudicando a ovulação. “O anticoncepcional é um tratamento comum, mas para mulheres que desejam engravidar, por exemplo, temos outros protocolos mais eficientes para estimular a ovulação. Por isso, reforço sempre que é preciso individualizar o tratamento em cada caso”, diz o médico.

Pode ser câncer?

O ginecologista explica que a forma observada no ultrassom vai ser determinante para alertar uma suspeita de câncer. “Quando vemos um conteúdo sólido na composição, vascularização e uma parede mais espessa, investigamos e dependendo do caso, encaminhamos para o oncologista, que fará o melhor tratamento. Mas nem mesmo nestes casos fica totalmente impedida a futura gravidez. Já há estudos e relatos positivos de congelamento de óvulos ou embriões de mulheres com câncer de ovário, que puderam engravidar depois de curadas. É um campo muito específico e requer a viabilidade de muitos fatores, sim, mas não é impossível”, conta dr. Enéias.

Consulte-se sempre com seu ginecologista de confiança e acompanhe o blog para saber mais sobre ginecologia, fertilidade e assuntos relacionados. Tem alguma pergunta? Escreva-nos pelas redes sociais: www.facebook.com/gestarevita

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DR. ENEIAS CANO 

(CRM 4695, RQE 3216)

Graduado em medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Residência médica em ginecologia e obstetrícia (AAMI-Campo Grande-MS). Pós-graduação em videolaparoscopia ginecológica pelo Instituto Fernandes Figueira-Rio. Pós-graduação em infertilidade pelo instituto Gera - São Paulo. 

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