Cotidiano

Muito além do intestino: saiba quais são os benefícios dos probióticos para a saúde

Probióticos podem ser a chave para uma vida saudável, indo muito além do sistema gastrointestinal

Daiana Barasa - Assessora de Comunicação
07/05/19 às 12h25
Daiana Barasa - Assessora de Comunicação

Em nosso mundo, existe um universo que não pode ser visto a olho nu e que é composto por milhares de microrganismos. Parte desse universo, que é tão importante para a saúde, habita nosso corpo, ficando mais especificamente no intestino. Essa comunidade, que popularmente é conhecida como  Flora Intestinal  e recentemente foi rebatizada de microbiota, é composta por inúmeras bactérias do bem, que exercem papel fundamental para um organismo saudável, sendo os probióticos uma das principais entre elas.

Os seres humanos não chegam ao mundo sem a microbiota, mas é no momento do nascimento que a comunidade intestinal é enriquecida com probióticos e outros microrganismos. Isso ocorre principalmente durante o parto normal, que permite a transferência das bactérias de mãe para filho. Mas além da formação natural, os probióticos também podem ser encontrados em alimentos e por meio da  ingestão de suplementos .

Geralmente, a ação dos probióticos é muito relacionada à saúde do intestino, mas não para por aí. Uma microbiota saudável evita doenças em todo o corpo e ainda colabora para o desenvolvimento das defesas do organismo, além de ser responsável pela absorção de nutrientes como vitamina K, B12, ácidos graxos, substâncias com função anti-inflamatória, equilíbrio das defesas do organismo e muito mais.

Principais benefícios

Aumento da imunidade: os probióticos atuam no fortalecimento do sistema de defesa corporal, isso porque a chegada de novas bactérias no intestino dispara um alerta, despertando as células de defesa, que não identificam de imediato se os novos habitantes da microbiota são mesmo do bem. Assim, o sistema imunológico permanece ativo, conseguindo reagir mais rapidamente diante de micro-organismos causadores de doenças.

Controle do colesterol e pressão: estudos recentes revelaram que algumas linhagens de probióticos dos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium podem assimilar o colesterol no intestino, reduzindo os níveis disponíveis para a absorção pelo corpo. Além disso, outras pesquisas demostram que algumas bactérias têm a habilidade de induzir a produção de substâncias reguladoras da pressão arterial. Apesar disso, é importante lembrar que os estudos sobre o tópico continuam e o uso das bactérias por si só não evita doenças coronárias.

Irritações cutâneas: ter a microbiota equilibrada com o auxílio dos probióticos é algo que reflete na  saúde da pele , deixando-a mais viçosa. Isso acontece porque toxinas que interferem na barreira hídrica cutânea são eliminadas. Dessa forma, há menos probabilidade de surgimento de rugas, por exemplo. Além disso, atualmente, já existem bactérias disponíveis em sachês voltadas ao combate da dermatite atópica e estudos sobre a relação dos probióticos e a acne.

Diminuição do risco de câncer: pesquisadores avaliam ainda a relação da microbiota e a diminuição do risco de certos tipos de câncer. Acredita-se que ao prevenir a disbiose (domínio das bactérias ruins na flora intestinal) consequentemente diminui o risco de tumores, principalmente os colorretais. Mas isso ainda é algo em estudo. Enquanto especialistas não chegam à uma conclusão, o uso de bactérias boas é indicado durante o tratamento da doença, como forma de reduzir reações adversas da quimio e radioterapia e complicações infecciosas.

Problemas bucais: antes de mais nada, vale ressaltar que a cavidade bucal tem sua própria microbiota, mas a ação dos probióticos do intestino age de forma indireta no sistema por minimizar problemas como periodontite e outras inflamações, melhorando consequentemente o estado da gengiva e adjacências.

 Ação intestinal: 70% da microbiota vive no intestino, então é normal que seu impacto seja maior nessa região. A atuação dos probióticos e microrganismos do bem no intestino são diversas. Servem para regular o trato intestinal, combater problemas como diarreia, colite, síndrome do intestino irritável, inflamação intestinal e até doença de Chron.
 

Probióticos e prebióticos

Como já explicado, os probióticos são as bactérias do bem, que habitam a flora intestinal, trazendo um impacto positivo para o organismo, mas há uma categoria fundamental para sua sobrevivência no ambiente da microbiota: os prebióticos, que nada mais são do que fibras alimentares não digeridas pelo estômago humano, que servem de alimento para os probióticos. Essas fibras estão presentes em alimentos como cebola, alho, cebola, aspargos, dente-de-leão, raiz de chicória, farelo de trigo, aveia, banana, banana, maçã, entre outros.
 
Fontes de probióticos

Além da formação natural do corpo, os probióticos podem ser encontrados em alimentos como iogurtes naturais, leite fermentado, kefir (semelhante ao iogurte), kombucha (bebida fermentada à base de chá preto) e em produtos à base de soja. Além disso, é possível encontrar  probióticos em cápsulas  ou em sachês, mas é importante lembrar que seu consumo deve ser realizado conforme orientação médica. 

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