Essas artesãs são verdadeiras guardiãs de técnicas culturais que atravessam gerações.
Elas tecem fios, moldam, costuram e criam objetos que transbordam beleza e originalidade.
Suas criações são um testemunho do poder da criatividade humana e da capacidade de transformar materiais simples em obras únicas e cheias de significado. A valorização desta arte é preservar a cultura, além de gerar emprego e fortalecer a economia local.
Reunimos algumas destas artesãs, cujas mãos habilidosas criam verdadeiras obras de arte, para contar um pouco da história de cada uma e, assim também mostrar o valor de todos os artesãos.
Ana de Oliveira Costa P. Ribeiro
Ela foi professora de História da Arte, com curso superior de artes, uma artesã desde a infância, mas que após a aposentadoria viu a oportunidade de se aprofundar no artesanato. E aos 71 anos, ela trabalha com jato de areia, pintura e bordado.
Ana Paula Menezes Prates
Proprietária do Ateliê Duas Anas, Ana Paula (40) aprendeu a fazer alguns pontos em crochê aos 13 anos com a professora Inês. “Até hoje sei o gráfico aprendido no curso de vez em quando ainda faço toalhas e tapetes”, comenta. Sempre em busca de conhecimento, Ana Paula aprendeu bordados (vagonite, fitas), ponto macramê e pintura em tecido. “A professora Vera Dobri me abriu um novo mundo, me apaixonei pelo mundo infantil”.
Mas, no começo foi como um hobby, pois trabalhava registrada e sem tempo para se dedicar, fazendo apenas para presentear amigos. Com o nascimento da filha em 2016, Ana Paula decidiu ser mãe em tempo integral e a se dedicar ao trabalho personalizado infantil. Hoje é só pedir que Ana Paula faz, desde mimos a looks completos, como laços, sapatos e calcinhas, tudo personalizado para o enxoval e os primeiros anos de vida das crianças. “É muito gratificante esse dom de transformar, de fazer arte com as mãos. O brilho no olhar de quem recebe o mimo, pois ela percebe que o mimo foi preparado especialmente com todo amor e carinho para ela”, frisa ela. Veja os trabalhos dela pelo Instagram @paullamenezes2013.
Andréa Moreira Costa
Hoje com 50 anos, ela conta que aprendeu o crochê com sua mãe Maria Nilce aos 9 anos quando fazia toalhinhas e vendia para familiares. Mesmo gostando de trabalhos manuais, os fazia por hobby para amenizar a ansiedade. Depois, com a chegada da filha Analice (6), Andréa mesmo trabalhando fora começou a se dedicar ao crochê para aumentar a renda da casa. “Através da internet me encantei ainda mais pelo crochê e as inúmeras possibilidades que um novelo e uma agulha nos proporcionam, me dedico ao vestuário em crochê onde me sinto realizada”, descreveu ela acrescentando que trabalhar com as mãos é muito gratificante. Os trabalhos dessa artesã podem ser encontrados em sua página no Facebook @espacoartesanalandreamoreira.
Andréia Cristina da Silva Barboza
O artesanato foi um “santo remédio” para esta andradinense de 43 anos. Ela aprendeu a costurar com a mãe de criação aos 7 anos de idade, mas com o passar do tempo acabou perdendo o interesse. Os anos se passaram, sua mãe faleceu, Andréia adquiriu uma máquina de costura doméstica para ajustes e consertos de roupas de todos de casa. Divorciada, teve que trabalhar fora, depois veio a pandemia, ela perdeu o emprego entrando em depressão. “Por um toque divino a médica me aconselhou a fazer algo que me desse prazer e ocupasse minha mente, nesse momento comecei a fazer máscaras de tecido e a demanda foi muito grande. Comecei a fazer pesquisas na internet e como fazer bordados, nécessaire, bolsas, pano de prato e assim tudo começou. Hoje a costura é parte de mim, é minha maior realização”.
Danieli Zuculin
Aos 32 anos, Danieli têm no artesanato sua única fonte de renda. “Me tornei artesã quando me tornei mãe e precisava de uma renda extra, há 11 anos sou apaixonada pelo trabalho manual, que hoje me permite trabalhar com o que amo e estar perto dos meus filhos”, assegura ela.
Lucimar Hipólito
Aos 44 anos faz transformações com chinelos, tiaras, pulseiras e colares, realizando bordados em pérolas, pedrarias e tudo que pode transformar com estes materiais. Ela aprendeu a arte com as mão aos 15 anos, deixando de lado após se casar. “Mas quando engravidei senti a vontade de trabalhar com artesanato e desde então estou nesta profissão e não larguei mais. Amo o que faço e saber que cada um leva um pouquinho do meu amor em cada peça é maravilhoso”, afirma Lucimar.
Juliana Teixeira Bezerra
Ela começou a trabalhar com biscuit em 2016, a pedido de uma amiga para fazer as lembrancinhas do noivado. “Como bordava ponto cruz e fazia lembranças de Eva para aniversários, foi então que ela pediu rosas brancas em biscuit”, lembra Juliana que correu aprender na internet e fez o maior sucesso. Hoje, aos 38 anos com vários cursos de biscuit, Juliana se especializou em utilitários em biscuit. “É muito gratificante trabalhar uma peça personalizada, pois a cliente passa como quer, se for decorativa pro quarto de filha, por exemplo, uma menina floreira, a cliente vai passar cor de pele, cabelo, olhos, cor que criança gosta, elementos que representa a filha. E quando modelo mentalizo o carinho daquela mãe com filha, é gratificante pois com aquela peça vai amor”, explica ela e o feedback de cada cliente “vale mais que tudo”. A rede social dela é @biscuitjulianartes
Maria José
Ela é costureira artesã. Aprendeu a costurar com sua mãe com 9 anos de idade, hoje aos 63 anos já produziu de tudo, mas se identificou na produção de peças de artesanatos, tais como guardanapos, tapetes, jogo de banheiro, peças pra cozinha e criatividade em geral. “Amo o que faço e tenho prazer em alegrar as pessoas com minha arte!”, revela Maria José da Arte&Criatividade.
Nayara Ap. de Oliveira Guimarães
Uma jovem artesã que viu o desabrochar na profissão durante a pandemia. Aos 14 anos, Nayara estava assim como todos presos em casa, então começou a ver vídeos de crochê. “Pedi para minha mãe comprar uma agulha e um barbante, não saiu de primeira, eu até desanimei, mais depois eu peguei de novo e conseguir com a ajuda de Deus. Hoje faço vários tapetes, jogos de banheiro e de cozinha, até vestidos de crochês, saídas de praia, panos de pratos e muitas outras peças”, afirma ela que aos 16 anos já vê o artesanato como profissão.
Sônia Maria Manganotti
O que era um hobby após a aposentadoria, virou uma profissão. Aposentada aos 60 anos iniciou nos trabalhos manuais como hobby, e três anos depois conheceu sua verdadeira paixão no artesanato: macramê. “Aos 63 anos conheci o Macramê, fiquei encantada.
Quando dei conta estava recebendo encomendas e assim resolvi transformar esse trabalho em renda”, conta ela hoje com 65 anos. “Trabalhar com as mãos é muito gratificante, além de ativar nossa criatividade, me sinto grata por deixar um pouco da minha energia boa em cada peça.
Macramê é um passeio pela criatividade, onde podemos dar asas à imaginação", garante ela. Os trabalhos desta artesã podem ser encontrados no Instagram @soniamanganotti.
