Caleb nasceu Walquiria Caroline da Costa Rufino , em Andradina , de família humilde e muito trabalhadora.
“Minha mãe criou com muito esforço as filhas sozinha, nunca nos faltou nada, ela era faxineira e me orgulho disso” , enfatiza.
Já na infância, Caleb sofreu um grande trauma, mas não se vitimizou. “O duro é que o agressor geralmente está ao nosso lado, sempre mais perto do que se imagina, esse é um alerta que quero deixar” , salienta ele que sofreu abuso sexual dos 4 aos 13 anos. “Desde a minha infância, orava pra Deus me transformar em um menino, chorava no banho para que não percebessem. Consegui forças para contar que sofria abuso a minha mãe, que sempre esteve ao meu lado em tudo” .
A vida seguiu seu curso e, Caleb formou-se em engenharia civil pela Universidade Brasil (FIRB). “Sempre quis morar fora, em um país frio e com muita neve. Então, comecei a estudar inglês nos últimos 2 anos de faculdade, no dia das fotos de preto, uma colega de sala comentou que iria pra Irlanda por volta de 1 ano como intercambista, achei superinteressante” .
Assim, ele foi em busca de realizar este sonho. Com ajuda da mãe, juntou dinheiro e, em um ano, pediu exoneração de agente de saúde e embarcou para a Irlanda.
“É o país com mais facilidade de entrar e mais barato também, podendo trabalhar, além de ser um país com muita construção” .
Depois, Caleb viu uma foto sua no novo país e se achou bem masculino. “Decidi contar a minha mãe sobre a minha transexualidade. Ela me apoiou, então comecei a fazer meu tratamento hormonal” , revela Caleb que inicialmente leu muito sobre homens trans, mas depois buscou ajuda profissional para a transição.
Enfim, se sentiu seguro o suficiente para cortar o cabelo e mudar suas redes sociais. Nascia, assim, Caleb Rufino. “Escolhi meu nome pelo significado, acho que é minha melhor qualidade: LEALDADE , tanto para minha família e amigos, mas principalmente a mim mesmo” .
