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"Eu defendo TODAS as famílias", uma frase que engloba muito mais do que o Direito de Família

As famílias são compostas por pessoas de raça e cores diferentes, homens, mulheres, com identidade de gênero diferentes, transexuais, pessoas com deficiência, idosos, crianças, imigrantes, refugiados, dentre outros grupos.

Dr Ednilton Farias Meira
16/07/23 às 20h47

Neste sexto artigo sobre as questões que envolvem a Família, discorremos sobre A compreensão das diferenças. As famílias são compostas por pessoas de raça e cores diferentes, homens, mulheres, com identidade de gênero diferentes, transexuais, pessoas com deficiência, idosos, crianças, imigrantes, refugiados, dentre outros grupos.  O mundo antigo era feito de certezas, onde estava claro o que era certo e errado, bem e mal. Não havia dúvidas ou questionamentos quanto às regras previamente estabelecidas e a figura de autoridade era respeitada e aceita como tal. A geração que acreditava e seguia esses valores, tende a desaparecer, sendo substituída pelas próximas.

No fluxo dos acontecimentos fica a base de todo o tecido social: a família, que segue hoje os rumos desenfreados de mudança, os laços se afrouxam e o interior familiar se degrada, a casa perde a força, os olhares são cada vez mais direcionados para o lado de fora. Com o crescente foco em “si mesmo” da vida contemporânea, o lar perde um tanto de sua significação. Com isso, os pais, indivíduos sobrecarregados por jornadas de trabalho exaustivas e “superocupados”, descarregam sobre instituições sociais algumas tarefas antes consideradas privadas, ou seja, tipicamente exercidas pela família, como, por exemplo, delegar a educação na integralidade às escolas e professores, sendo que nesse caso, há uma óbvia transferência de responsabilidades, num processo de diluição da responsabilidade formal da família.  

Os membros individuais estão sendo socializados em maior escala por instâncias extrafamiliares (pela sociedade) de modo imediato. Com isso, a família, que é cada vez mais excluída do contexto imediato da reprodução da sociedade, vem na aparência se mantendo, mas perde espaço. Na verdade, está perdendo e jogando ao público suas funções de proteção.

E a compreensão das diferenças? Os filhos do mundo atual, sem o estereótipo do patriarca e buscando o vazio da família no público, fazem do lar uma rota de passagem, um lugar de encontros de individualidades. A família perde gradualmente as funções que a caracterizavam. A socialização dos filhos abandonou em larga medida a esfera doméstica. A família, portanto, deixa de ser instituição para se tornar um simples ponto de encontro das vidas privadas, uma  reunião de indivíduos, cada um com sua própria vida, muitos deles completamente alienados pelo consumo, de modo que atualmente o poder está relacionado ao ter e não ao ser.

As pessoas, no entanto, ainda buscam por vínculos e relações permanentes. Entre as queixas mais comuns está a dificuldade de encontrar pessoas para relacionamentos sinceros e duradouros. A mãe ainda se queixa que o filho não se senta à mesa para o almoço, enquanto o marido reclama por ela dar mais atenção ao celular do que a ele. O filho por sua vez, queixa-se que os pais não lhe compreendem. As mulheres queixam-se que os homens não buscam relacionamentos sérios, enquanto eles encaram como fúteis as necessidades estéticas que elas possuem atualmente. Compreender: Eis a questão!

“Normalmente, são tão poucas as diferenças de homem para homem que não há motivo nenhum para sermos vaidosos” (Barão de Montesquieu. *1689 +1755)

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