Neste sexto artigo sobre as questões que envolvem a Família, discorremos sobre A compreensão das diferenças. As famílias são compostas por pessoas de raça e cores diferentes, homens, mulheres, com identidade de gênero diferentes, transexuais, pessoas com deficiência, idosos, crianças, imigrantes, refugiados, dentre outros grupos. O mundo antigo era feito de certezas, onde estava claro o que era certo e errado, bem e mal. Não havia dúvidas ou questionamentos quanto às regras previamente estabelecidas e a figura de autoridade era respeitada e aceita como tal. A geração que acreditava e seguia esses valores, tende a desaparecer, sendo substituída pelas próximas.
No fluxo dos acontecimentos fica a base de todo o tecido social: a família, que segue hoje os rumos desenfreados de mudança, os laços se afrouxam e o interior familiar se degrada, a casa perde a força, os olhares são cada vez mais direcionados para o lado de fora. Com o crescente foco em “si mesmo” da vida contemporânea, o lar perde um tanto de sua significação. Com isso, os pais, indivíduos sobrecarregados por jornadas de trabalho exaustivas e “superocupados”, descarregam sobre instituições sociais algumas tarefas antes consideradas privadas, ou seja, tipicamente exercidas pela família, como, por exemplo, delegar a educação na integralidade às escolas e professores, sendo que nesse caso, há uma óbvia transferência de responsabilidades, num processo de diluição da responsabilidade formal da família.
