Embora a rota padrão não colocar desafios substanciais na técnica de escalada, o Everest apresenta perigos, tais como mal da montanha, condições climáticas, vento, bem como os perigos objetivos importantes, como avalanches. Em 2016, havia bem mais de 200 cadáveres na montanha, sendo que alguns deles chegam a servir como pontos de referência.
Apesar dos riscos, Marise pretende chegar a um dos Acampamentos Base, a uma altitude superior a 5 mil metros, o que não deixa de ser um grande desafio.
A aventureira foi descoberta por nossa reportagem quando caminhava na Procissão do Bom Jesus da Lapa, dia 6 de agosto, entre Andradina e Paranápolis, usando bastões, carregando o filho às costas e acompanhada da mãe Clélia Cestari. Não estava pagando nenhuma promessa, mas treinando pesado para os desafios à frente.
COMO SURGIU A IDEIA DE ESCALAR O EVEREST?
“Tive um problema de dor crônica, dor miofascial. Iniciou em 2011 e até 2014 busquei todos os tratamentos ´de ponta´ em São Paulo e nada melhorava a dor. Procurava colegas médicos, usava medicamentos, fazia tratamentos, mas não queria de forma alguma fazer esporte. Suportei dores dia e noite por anos seguidos, entrei no Pilates e comecei a caminhar”, narrou.
“A dor começou a me dar uma trégua. Vi que esporte era o que eu precisava pra não ter dor até que ela foi lentamente desaparecendo. Depois das caminhadas de longas distâncias decidi que queria subir montanhas e foi assim que iniciou minha paixão pelo montanhismo”, acrescentou.
Marise começou a se aventurar em 2014, no Caminho de Santiago de Compostela, onde descobriu que o trekking é uma terapia para o corpo e a alma. Desde então não parou mais, já tendo realizando diversos trekkings e ascensões nos Andes e Venezuela, inclusive curso de escalada em rocha.