Especial

O Natal: Dele ou nosso?

Novamente estamos comemorando o Natal, este dia é na tradição cristã, o nascimento de Jesus.

Pr. João Gilberto - Revista FALA!
24/12/20 às 09h50
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Novamente estamos comemorando o Natal, este dia é na tradição cristã, o nascimento de Jesus. A história é sobejamente conhecida, e é celebrada com cânticos, festas, árvores enfeitadas, luzes multicores, comidas, bebidas, reunião em família, presentes, abraços, beijos, tudo o que representa alegria, felicidade, regozijo, é festejado enfim, de toda maneira. 

Mas até chegarmos a este Dia, quantas coisas estiveram em nosso caminho? Uma pandemia que transformaram em pandemônio, medo, terror, contaminação, lágrimas, luto, caixões, covas a céu aberto, casas viraram “bunkers”, todos espremidos dentro delas, máscaras, cumprimentos à distância, como se fossemos todos estranhos! Há que se proteger.

Enquanto isso nesta pátria amada, e não idolatrada, mas usada, as batalhas se processaram num ritmo frenético, igrejas, clubes, foram trancados, pessoas foram presas por estarem andando nas ruas ou nas praias, tudo isso para “proteger” as pessoas do mal! E a morte começou a colher os seus frutos...aqui e ali, pais, mães, avós, jovens, crianças tombaram ceifadas por um vírus. Múltiplos relatos do país e do mundo publicados, relatados, lidos nos davam conta de morte no mundo todo.

Pessoas começaram a ficar hostis, raivosas, não só com o mal, mas com os seus queridos; esposos assassinaram esposas, mataram os filhos, perdeu-se o controle de tudo, e creio que tais mortes foram agregadas ao título comum “Covid 19”, afinal, morrer de vírus, de ataque cardíaco, envenenamento, sufocação, ou natural não é morte? É, lança tudo num título só, e evita-se trabalho extra, foi o que disse um amigo meu. Eu retruquei: Mas, quanto mais se eleva o número, mais apavora a população, e foi o que ocorreu. Passamos a ser “ilustres desconhecidos”, a máscara obrigatória, ocultava mais da metade do rosto, e alguns como eu, fomos reconhecidos pela careca.

O medo! Existe apenas dois tipos: O medo normal, aquele que nos impulsiona ao trabalho, à poupança, a ter um “pé de meia”, para os dias da velhice, que leva os jovens a estudar, se aperfeiçoar, para quando botar o pijama, sentar na área de sua casa, sem estar preocupado com o futuro, pois o seu futuro já chegou – estar tranquilo, lendo o jornal, tomando um tereré ou cafezinho, tudo isso foi em parte do medo, de que quando chegasse esse tempo, haveria uma aposentadoria para impedir que a necessidade fosse um algoz. Mas também existe o medo anormal, aquele que paralisa as pessoas, que estabelece um pavor de modo que a gritaria impede a ação, medo esse provocado por baratas, ratos, insetos, animais etc, e reações tão diferentes são a tônica do momento. Considere o fato de que estamos nos protegendo contra um inimigo invisível – um vírus – que fazer? Muita gente não vai comemorar o Natal porque teve um querido/querida morto por esse mal! Cada um tem o direito de celebrar ou não!

Natal, “nascimento”, celebramos no dia 25 de dezembro, em meio a reprimendas de próprios cristãos ou que se dizem cristãos, de que o Natal está errado; que o Natal é uma festa pagã; que os magos no presépio estão errados, e uma série de censuras aos que comemoram, com suas festas, que armam as suas árvores, etc e tal! Desde que Jesus nasceu é perseguido! Alguns argumentam que houve festa na cantata dos anjos na manjedoura, que vieram visita-Lo os pastores de ovelhas. Após a visita dos magos, Herodes o rei (governo) resolveu mandar matar todos os meninos de 2 anos para baixo. Pasmem, pois o Herodes foi preso do medo anormal, um menino ameaçava o seu trono! Desde lá para cá, todas as decisões que tomam, seja para “proteger” (???) o povo ou a si próprio, a primeira a ser vigiada, investigada é a igreja! Basta ler um livro de História da Igreja Cristã, e comprovar o que aqui afirmo.

Já que passamos e ainda estamos passando pelos decretos, não deixemos de nos reunir com nossa família, ainda que seja só o casal e seus filhos, na noite do dia 25 de dezembro, uma quarta-feira. Dou uma sugestão: O marido leia a narrativa do nascimento de Jesus no Evangelho de Lucas capítulo 2, versos de 1 a 7, porque o marido? Ele é o chefe da família, precisa ter ascendência nas coisas religiosas, Deus fez dessa maneira. A esposa, a ajudante idônea, faça uma oração de agradecimento a Deus, pela vinda de Jesus à esta terra, cantem como família uma música de Natal, e juntos apreciem a festa ainda que pequena, e Deus vai abençoar todos os que honram a Jesus. Um padre preso num campo de concentração na segunda guerra mundial, num domingo de manhã, tinha um pedaço de pão e água, não vinho, e celebrou a Ceia do Senhor e, se sentiu satisfeito em ter consagrado seu pão e sua água a Deus.  Seu Natal será abençoado, e seus dias serão melhores. Um abraço.

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