A família tradicional, como um modelo específico de família nuclear (pai, mãe e filhos), não está em extinção, mas está sofrendo transformações significativas e a diversidade de modelos familiares está crescendo.
Por outro lado, diversos fatores contribuem para a situação de crise, sendo que os principais fatores que levam à crise nos casamentos são a falta de comunicação e diálogo; o individualismo; as redes sociais; mudanças nos papeis de gênero (a busca pela igualdade e a redefinição dos papéis tradicionais de homem e mulher podem gerar conflitos e dificuldades de adaptação); mudanças na vida (chegada de filhos, a mudança de cidade ou o início de uma nova carreira, também podem levar a crises); crise financeira; falta de sexo e infidelidade (a mais devastadora).
Como resolver esse problema tão atual e, neste momento, vivido por muitos? A crise no casamento e o direito estão intrinsecamente ligados, uma vez que o ordenamento jurídico brasileiro se adapta constantemente às transformações sociais e familiares. Antigamente, o casamento era visto como uma união indissolúvel, com regras rígidas e foco na manutenção da instituição familiar. Hoje, o Direito de Família reflete uma visão mais centrada na autonomia da vontade dos indivíduos e na proteção da dignidade da pessoa humana.
É certo que a crise conjugal é um fenômeno que sempre existiu, mas a forma como a sociedade e o direito a encaram mudou drasticamente. No passado, o divórcio era um processo complexo e moroso, exigindo a comprovação de culpa de um dos cônjuges para a dissolução do vínculo. Essa realidade gerava situações de grande desgaste emocional e dificultava a vida dos envolvidos.
