Uma foto percorreu as redes sociais mostrando calcinhas descoloridas no forro. “O pH vaginal é entre 3,8 e 4,5, o que a torna ligeiramente ácida. Essa característica gera um tipo de barreira protetora, que impede que as bactérias se reproduzam rapidamente e causem uma infecção. É por isso que o corrimento vaginal pode ter um efeito de branqueamento nas roupas íntimas, especialmente nas peças escuras” , explica Dr Salomão .
Ele salienta que a higiene é muito importante e deve ser feita de forma adequada para não prejudicar a saúde íntima da mulher. “É recomendado lavar a região genital com água e sabão neutro ou íntimo, evitar o uso de lenços umedecidos e de papel higiênico perfumado e usar roupa íntima de algodão, pois assim é possível manter o PH vaginal normal e evitar a proliferação de microrganismos que causam doença”, lembra.
José Alberto orienta as mulheres não usar duchas vaginais e nem exagerar na depilação. “As duchas vaginais devem ser evitadas porque podem alterar o PH e a flora vaginal, podendo tornar a vagina mais suscetível a infecções. Também pode ser prejudicial fazer a depilação total ou passar gilete mais que duas vezes por semana”, informa.
DOENÇAS
Sobre as principais doenças que afetam as mulheres, Dr Salomão cita o câncer colo do útero e a endometriose. “O câncer de colo do útero acontece principalmente em mulheres com mais de 25 anos e tem como principal agente HPV, que também pode infectar homens. Por isso, o uso de preservativo diminui o risco da transmissão do HPV”, reforça. Ele acrescenta que há 200 subtipos do vírus e 70% deles que levam ao câncer, mas o mais comuns são os que levam ao aparecimento de verrugas. Então o HPV que faz verrugas, não leva ao câncer”.
O diagnóstico pode ser feito através de DNA e do Papanicolau. “Através de lesões que já apareceram no Papanicolau é por isso que esse exame é tão importante para ver a possibilidade de câncer colo uterino”. Sobre as vacinas, José Alberto comenta que existem dois subtipos de vacinas aprovadas no Brasil: para meninos e meninas que não foram expostos.
Com relação a endometriose, o ginecologista explica que é quando o tecido dentro do útero (endométrio) que sai e acaba se fixando no abdômen acometendo outros órgãos. “Endometriose não pode levar a câncer, porém tira muito a qualidade de vida. A endometriose pode se fixar nos ovários, ligamento útero sacro e provocando muita dor (cólica menstrual). Por ser uma doença inflamatória, inflama a pelve e desencadeia abortos de repetição”.
O diagnóstico é feito com ultrassom pélvico e transvaginal, ressonância magnética pélvica e dosagem marcador tumoral Ca 125. Por ser uma doença inflamatória, o tratamento consiste em suspender a menstruação, pois é o mecanismo de proliferação. “Atividades físicas e alimentação balanceada ajudam no tratamento. A endometriose pode retornar e deve fazer segmento de controle eterno. Em alguns casos se faz necessário cirurgia por vídeo laparoscopia”.
