Há poucos dias comemoramos o Dia das Mães! Como fazemos todos os anos, presentes, almoços, festa, o encontro dos filhos que estão casados e, por consequência, os netos, as noras, os genros, gente que não acaba mais!
Ainda por cima vêm os “agregados”, homens e mulheres que em sua juventude partilharam daquele lar, dos desvelos de uma mãe que não era deles, mas que se eternizou em seus corações.
Afinal, mãe é aquela que se desvela em seus cuidados, que ama que chora, que almeja o melhor, e que continua a tratar o filho desventurado com um amor sem igual!
Li, com lágrimas nos olhos, o relato de um enforcamento no estado americano do Kansas, de um jovem que cometera diversos latrocínios, e, após várias démarches entre justiça e advogados, ele foi enforcado numa fria manhã. Poucas pessoas estavam presentes.
O jovem subiu o cadafalso e foi executado, do meio dos presentes uma idosa, magrinha, cabelos encanecidos, se adianta e chega perto do corpo sem vida, abraça-o e diz entre lágrimas: Era meu filho! Apesar do filho ser um malfeitor, ela não deixou de ama-lo. Isso é o que faz uma mãe: amar os seus filhos.
Uma história que me enterneceu é a história de uma mulher judia, que é desconhecida de muita gente, se perguntarmos o seu nome, muitos dirão que nunca ouviram falar, apesar de ela ser mãe de um dos maiores homens deste mundo. Seu filho foi um líder muito probo, honrado, que conduziu o seu povo à uma vitória sem precedentes, no entanto, ele devia sua vida à essa mulher, que não brilhou no “jet set” daquela época.
Ela vivia restrita ao seu lar, cuidando do seu esposo e de um menino e uma menina. O nome dela é Joquebede, conforme está no livro bíblico de Números 26:59: “O nome da mulher era Joquebede, filha de Levi, nascida no Egito. Ela deu a Anrão, Arão, Moisés e Mirian, irmã destes”.
O nome dela significa: “Glorificada por Deus” ou “Yahweh é a glória”. Pois bem esta mulher, casada com seu sobrinho Anrão, segundo o relato de Êxodo 6:20 “Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia, que lhe deu a Arão e Moisés”. Ela enfrentou o Faraó, com sua atitude simples, não organizou um grupo de mulheres para protestar, pois não tinha nenhuma condição para tal, mas sozinha, fez algo notável. Qual foi o caso?
Os judeus estavam no Egito há mais de trezentos e noventa anos, o povo tinha aumentado o seu número e o rei e seus governadores ficaram preocupados que houvesse uma rebelião e os judeus tomassem o país. A solução foi editar um decreto: As enfermeiras que auxiliavam as hebreias no parto, deviam deixar as meninas vivas, mas os meninos deviam ser mortos.
Joquebede estava grávida e levou adiante essa gestação, até que deu à luz, e escondeu o menino “formoso”, por três meses, e agora devia tomar uma decisão – salvar o seu filho da morte! O que ela resolveu fazer? Diante do que ela fez, eu meditei em três qualidades que ela demonstrou! A primeira qualidade: Ela era corajosa: Num país livre como o nosso (?!) andam questionando o aborto, a despeito de tantas provas de que isso constitui crime, insistem no caso mulheres que não querem ter filhos, alegando que filho traz problemas, e elas não? Diante de uma ordem de uma autoridade, como o Faraó, surge sem alarde, sem passeatas, Joquebede e, leva adiante a sua gravidez, sem se importar com decreto algum, e dá à luz um “menino formoso”, Tenho por certo que suas vizinhas, judias como ela, a advertiram do risco que corria, mas ela foi em frente, escondendo “seu particular tesouro”, mas agora implica em arranjar um meio de continuar a proteger aquele menino.
Aqui entra a segunda qualidade de Joquebede: Ela era inteligente, o que ela fez é notório: Em um cesto de papiro, colocou argila e betume, deitou seu filho na cesta, e levou-o ao rio Nilo, colocando o cesto entre os juncos, pois ali a filha de Faraó vinha se banhar junto com suas colegas; instruiu Mirian, sua filha a ficar de olho na cesta, e quando a filha do Faraó recolhesse o cesto, devia se aproximar e oferecer os préstimos de uma babá para cuidar do pequeno, o que aconteceu, e lá estava Joquebede, para “alegremente” levar o menino para casa, cuidar dele e, tem mais recebendo salário (proposto pela filha do Faraó).
Ela montou todo esse plano e, o supervisionou através da filha, que ficou de vigia, e tudo deu certo! Chegou o tempo de entregar o filho, e ela o levou e o deu à filha do Faraó. Aí esse menino ganhou o seu nome: Mosheh ou Moisés, cujo significado é “tirado das águas”, que se tornou o maior estadista que é conhecido mundialmente.
A terceira qualidade, que não é declarada, mas que está implícita nesse acontecimento: Ela cria em Deus! Coisa que muitas mulheres e homens julgam algo ultrapassado, endeusam os recursos que dispomos, e muitas crianças continuam morrendo cercado de tantos recursos.
Em meio a descrença daqueles dias (que havia, e como há) há algo que quando tudo falha, sobra e faz maravilhas: Crer em Deus. Deus estava envolvido em todo esse caso do princípio ao fim. Era plano de Deus tirar o Seu povo do Egito, e Deus queria alguém que pudesse liderar essa retirada: Resolveu proteger a gravidez de Joquebede, para que ela desse à luz Moisés, que passados quarente anos, saiu com três milhões de judeus para Canaã, a Terra Prometida por Deus. Portanto, ante tal relato bíblico, tome o exemplo de Joquebede e proteja contra tudo e todos, os seus filhos!
