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BCG, contra tuberculose, é a única vacina do calendário infantil que bateu a meta de cobertura em 2022

A um mês do fim do ano, adesão à vacinação dos demais imunizantes para crianças ainda está distante desse objetivo.

R7
07/12/22 às 18h00
Vacina BCG é a única a conseguir vacinar 90% do público-alvo FONTE: AGÊNCIA SAÚDE DF

A vacina BCG, que protege contra formas graves de tuberculose, foi o único imunizante que atingiu a meta de cobertura vacinal em 2022, segundo dados preliminares divulgados pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações) e organizados pelo Observa Infância, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). 

Embora as regiões Sul e Sudeste não tenham atingido essa meta, de forma geral, o país conseguiu vacinar mais de 90% dos bebês menores de um ano. 

Essa é a faixa etária que conta com a maior adesão à vacinação, no entanto a cobertura nacional dos demais imunizantes (DTP, poliomielite, pneumocócica, meningite C, hepatite B e influenza tipo B) ficou acima de 70% – um resultado ainda distante da meta. 

O cenário se torna mais grave quando o assunto são as vacinas aplicadas após um ano de idade – tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (varicela, sarampo, caxumba e rubéola) e hepatite A –, que acumulam menos de 50% da meta vacinal. 

De acordo com o calendário básico infantil, a meta do Ministério de Saúde para esses imunizantes é de 95%.

A vacina com o maior déficit, segundo dados disponibilizados até dezembro, é a tríplice viral: duas em cada três crianças não completaram a imunização contra o sarampo, caxumba e rubéola. 

O imunizante contra febre amarela também só atingiu 55% da população-alvo (crianças de até cinco anos).

"2022 não é um caso isolado. Ao longo da última década, o que vemos ano após ano é um cenário de queda constante nas taxas de vacinação. É possível que alguns municípios ainda alcancem a meta para algumas vacinas, já que os dados ainda estão incompletos, mas no cenário nacional dificilmente veremos uma mudança tão abrupta, ainda mais se considerarmos a tendência dos últimos anos”, afirma a coordenadora do Observa Infância, Patricia Boccolini.


Em um recorte regional, a BCG continua sendo a vacina que teve a melhor adesão do público-alvo.

Até 28 de novembro, 16 estados registraram uma taxa de imunização acima da meta de 90%, sendo eles: Rondônia, Amazonas, Roraima, Amapá, Tocantins, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Porém, com exceção do Mato Grosso, os estados tiveram uma cobertura vacinal abaixo da meta para os demais imunizantes previstos para crianças até dois anos.

Amazonas, Tocantins e Distrito Federal também tiveram uma cobertura acima de 90% para a pneumocócica, número próximo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. O imunizante contra meningite C conseguiu o mesmo feito no Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Importância das vacinas
Vale ressaltar que os imunizantes são essenciais para proteger as crianças de doenças recorrentes no Brasil e daquelas que já foram eliminadas do território, como a poliomielite. Portanto, é importante ficar atento ao calendário nacional de vacinação.

O BCG, único imunizante a alcançar a meta de vacinação, por exemplo, é aplicado ao nascer ou até os dois primeiros anos de vida. A vacina pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e influenza B, é realizada em três doses, que devem ser concluídas antes do primeiro ano de vida do bebê.

A DTP, por sua vez, é aplicada com um ano de vida e aos quatros anos de idade. 

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