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Com novo benefício de R$ 400, governo descarta prorrogação do auxílio emergencial

O ponto negativo do novo acerto é que cerca de 18 milhões de pessoas deixam de receber ajuda a partir do mês que vem. Essas pessoas recebiam o auxílio emergencial e não entram no Auxílio Brasil.

Brasil - H+Andradina
19/10/21 às 15h58
Valor das parcelas de prorrogação do auxílio emergencial 2021 foram divulgadas (Imagem: Arquivo/Agência Brasil)

A decisão do governo federal de anunciar o   Auxílio Brasil no valor de R$ 400 é um meio-termo entre o que era defendido por integrantes da ala política e o que queria o Ministério da Economia. A primeira defendia a prorrogação do auxílio emergencial por mais um ano.

A proposta poderia ser posta em prática por meio do Orçamento de Guerra, fora do teto de gastos públicos. O Ministério da Economia era contra. Com a pandemia em declínio,   Paulo Guedes  dizia que a medida poderia bagunçar as contas públicas e geração mais informada.  

Em reunião com Jair Bolsonaro na manhã de hoje(19), ficou definido um meio-termo. O presidente disse ao blog: "O que foi acertado é que o [benefício do] pessoal do Bolsa Família, que agora é Auxílio Brasil, seja de no mínimo R $ 400 até o fim do ano que vem. Isso foi acertado aqui".

O novo arranjo de demonstração de que uma ala política conseguiu um programa social robusto como forma de deixar uma marca para Bolsonaro na disputa pela reeleição no ano que vem. Por outro lado, o Ministério da Economia evitou a prorrogação do auxílio emergencial, com todos os recursos fora do teto de gastos e dando uma sinalização de maior endividamento público.

O ponto negativo do novo acerto é que cerca de 18 milhões de pessoas deixam de receber ajuda a partir do mês que vem. Essas pessoas recebiam o auxílio emergencial e não entram no Auxílio Brasil.

De toda forma, o governo vai ampliar o tamanho do Bolsa Família e não só o valor. O novo programa social passará de 14 milhões para 17 milhões de famílias e o benefício, que era, em média, de R$190 subirá para, ao menos, R$400.

Agora resta o governo esclarecer a modelagem da proposta e as fontes de financiamento, já que as medidas legislativas para tirar o Auxílio Brasil do papel, no ano que vem, enfrentam forte crítica no Senado. (Por R7).

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