A homenagem ocorre 14 anos após a morte do ex-prefeito que faleceu aos 87 anos de idade em 2008. Em sua justificativa enviada ao Legislativo, Paulo Boaventura expôs uma breve biografia de Tito Sampaio e explicou que a escolha da estrada para homenageá-lo não foi por acaso.
Segundo relatos, em 1946 Tito veio para Castilho aos 26 anos de idade administrar a fazenda Pontal para o tio Alcides Baptista.
Naquela época, apesar de ter um Jeep 1951, com estradas precárias, Tito enfrentava trilhas na mata, a pé, para ir à cidade, caminhando por até 30 km, atravessando os riachos a nado e os atoleiros só com a coragem.
A SPV 09 era praticamente intransitável, mas era o caminho que o ex-prefeito usava para encurtar a distância entre Castilho e o Porto no período da seca, que também diminuía a jornada para a Fazenda Pontal.
Foi Tito um dos desbravadores da área que abriu caminhos para chegada do progresso. Num livro biográfico redigido por Tânia Maria Silva Queiroz, Tito é descrito como: “Homem de enorme sensibilidade soube, como diz o poeta, construir sua saudade. Aliás, essa palavra sempre o comoveu e o marcou a tal ponto que serviu para batizar sua primeira e mais bela fazenda, onde viveu longos anos numa ampla e confortável casa, por ele mesmo idealizada e construída, cercada pelo carinho de seus familiares, rodeado pelas frondosas árvores, por ele mesmo plantadas, pelas produtivas lavouras, por ele mesmo semeadas e pelo magnífico rebanho por ele mesmo criado.
Tito Sampaio foi casado com Neuza com quem teve cinco filhos: Márcia, Iara, Fernanda, Francisco Filho (Titinho Sampaio) e Silvia. Enquanto Prefeito, fez um Governo austero e de bom senso. Desenvolveu sua gestão de maneira clara e objetiva, tentando amenizar os problemas urbanos e rurais que tocavam a população.
Foi em seu Governo, no período de 1973 a 1979 que construiu a Biblioteca Municipal, o Pronto Socorro, a sede da Prefeitura, pré-escolas, pontes de concreto armado nas estradas vicinais, reformou a praça central, pavimentou várias ruas, perfurou poços semi-artesianos com reservatório de água para atender a população. Válido ressaltar que naquela época o município não recebia o ICMS da usina de Jupiá e todas as obras foram efetuadas com recursos do próprio município.