Jovens: as principais vítimas
Na análise de públicos mais vulneráveis aos acidentes com vítimas fatais, os jovens entre 18 a 24 anos representam 18% das mortes no período de janeiro de 2019 a julho de 2021, somando-se os sinistros ocorridos em rodovias e vias municipais. Na sequência, com 11% está o público entre 25 e 29 anos.
Os dados mostram também que houve mais registros de vítimas fatais nas vias municipais (448) do que nas rodovias (427). O mesmo aconteceu com a quantidade de acidentes, lideradas também pela área urbana (6730) em relação às autoestradas (5521). Já a taxa de mortalidade em acidentes com suspeita de embriaguez é de 7% enquanto a taxa geral de mortalidade no estado é de 3%, ou seja, dirigir sob efeito de álcool aumenta em 2,5 vezes a chance de morte em um acidente de trânsito, aproximadamente.
“Esses números são fundamentais para nortear nossas ações no enfrentamento às causas dos acidentes, com o único objetivo de reduzir o número de óbitos. Ampliaremos nossos esforços no sentido de levar ainda mais informação e conscientização para a população. Só a mudança efetiva de comportamento pode mudar esse cenário", complementa Neto.
Roberto Douglas Moreira, presidente da Associação dos Médicos do Detran do Estado de São Paulo (AMDESP Brasil) e da Associação de Médicos e Psicólogos Peritos de Trânsito do Brasil (Ampetra) explica a importância de uma melhor educação no trânsito para melhorar esses índices. “Muitos estudos indicam que o uso de álcool por jovens aumenta em aproximadamente quatro vezes mais a probabilidade de ocorrer acidentes graves. Por isso, é necessário que os jovens tenham cada vez mais treinamentos e orientações sobre os perigos de misturar álcool e direção. Os médicos e psicólogos de trânsito credenciados pelo Detran.SP estão atentos para melhorar esses dados e ajudar na preservação de vidas no trânsito”.