Política

Luís Boatto apresenta pautas para valorização dos profissionais e defesa da escola pública

Com atuação voltada principalmente às demandas da rede pública, Luís Boatto afirma que pretende levar para a Assembleia Legislativa pautas específicas relacionadas à valorização dos professores, à permanência das escolas em funcionamento e à qualidade da formação oferecida aos estudantes.

H+ Andradina
17/09/26 às 07h21

Entre as principais bandeiras apresentadas pelo candidato está a valorização dos profissionais da educação. Luís Boatto defende melhores condições de trabalho, respeito à carreira docente e estabilidade para os professores, além de se posicionar contra o que considera medidas que penalizam os profissionais da rede estadual.

Uma das críticas do candidato é direcionada à chamada avaliação 360 graus, adotada pelo Governo do Estado. Para Boatto, o modelo possui caráter punitivo e não representa uma avaliação pedagógica capaz de contribuir efetivamente para o desenvolvimento dos professores e para a melhoria do ensino.

Outro ponto defendido por Luís Boatto é a manutenção das escolas e das oportunidades de estudo para os estudantes. O candidato se posiciona contra o fechamento das EJAs e também contra o encerramento de salas do período noturno, destacando a importância de garantir que jovens e trabalhadores tenham alternativas para continuar os estudos.

A permanência dos profissionais da educação na rede estadual também está entre as pautas. Boatto se manifesta contra o que classifica como uma demissão em massa de professores pelo Governo do Estado e afirma defender políticas que garantam maior estabilidade e segurança aos trabalhadores da educação. Segundo o candidato, a redução do quadro de profissionais pode impactar diretamente o atendimento aos estudantes e o funcionamento das escolas.

Outra preocupação apresentada por Boatto envolve a presença das disciplinas de Ciências Humanas e demais áreas da formação geral no currículo escolar. História, Geografia, Filosofia, Sociologia e Artes estão entre as disciplinas que, segundo ele, precisam ter espaço garantido na formação dos estudantes.

Para o candidato, a redução da carga horária ou da oferta dessas áreas pode prejudicar principalmente os jovens que se preparam para o ENEM e para os vestibulares, já que esses conhecimentos continuam sendo cobrados nos processos seletivos para o ensino superior.

“Não podemos pensar em uma educação voltada apenas para determinadas áreas. Nossos jovens precisam de uma formação completa, que desenvolva conhecimento, pensamento crítico e prepare para os desafios da universidade e do mercado de trabalho”, defende Boatto.

Além das pautas relacionadas diretamente aos professores e ao currículo, o candidato afirma que pretende atuar na busca por investimentos para as escolas estaduais, melhorias na infraestrutura, equipamentos, tecnologia e condições adequadas para alunos e profissionais.

 

A proposta apresentada por Luís Boatto parte da ideia de que a educação deve ser tratada como uma política permanente de desenvolvimento dos municípios. Para ele, defender a escola pública também significa garantir melhores condições para quem ensina, assegurar oportunidades para quem estuda e preservar o acesso à educação em todas as regiões do Estado.

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