As penitenciárias de Andradina, Mirandópolis e Lavínia, e em breve também a de Nova Independência que está em construção, gastam aproximadamente 5 milhões de reais para alimentar os detentos.
Os agricultores familiares estão de olho nesse mercado e com ajuda de prefeituras como a de Castilho, estão se aproximando das administrações penitenciárias para obter informações e formalizar suas intenções de venda. Dois encontros já foram realizados.
O Secretário Municipal da Agricultura de Castilho, Carlinhos da Algodoeira, disse que os agricultores recebem R$1,10 pelo litro de leite das empresas que compram e repassam para as penitenciárias por R$ 2,50. A pasteurização, segundo ele custa apenas R$ 0,45 o litro e tem laticínio oferecendo esse serviço aqui mesmo na região.
Para Carlinhos, é possível que nessa relação direta com o comprador o sitiante leiteiro aumente em 90% seu faturamento. “Para isso é preciso que o produtor se organize para garantir a entrega na data, horário e quantidade desejada pela administração penitenciária”, afirmou o Secretário.
Carlinhos disse que a penitenciária de Andradina consome 36 mil litros de leite por ano. Outros produtos também não necessários em grande quantidade como arroz, feijão, carnes, legumes, verduras. Só em Mirandópolis a compra soma R$ 2 milhões por ano.
O programa de compra se chama PPAIS- Programa Paulista de Aquisição de Interesse Social e é mantido com recursos do Governo do Estado.
Estão liberados R$ 22 mil por ano para cada CPF, ou seja, numa família o faturamento poderá estar acima dos R$ 44 mil por ano. Valor bem maior do que no PAA- Programa de Aquisição de Alimentos, mantido pelo Governo Federal, e que só destina R$ 8 mil para cada produtor. Além disso os cortes desse ano foram de 90% dos recursos.
Outra grande diferença é que o Programa do Governo do Estado, a relação é direta do produtor com o comprador, no caso as administrações penitenciárias. No programa Federal da CONAB os produtores só vendem se estiverem vinculados à algumas cooperativa ou associação.