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Air soft é adrenalina garantida, segundo seus participantes

Corrida, perigo, terroristas, vítimas, sequestradores, barricadas, buracos, armas, defesa e ataque.

Daniela Galli
30/08/16 às 14h53

Corrida, perigo, terroristas, vítimas, sequestradores, barricadas, buracos, armas, defesa e ataque. Parece roteiro de filme policial, não é mesmo? Mas não é nada disso. Pensando bem, para quem pratica air soft, é quase isso. 

Trata-se de uma simulação de jogos de guerra que foi desenvolvida para treinar as polícias e as forças armadas. As armas usadas no air soft são cópias fiéis das armas de verdade, porém disparam bolinhas de plástico.

Segundo o aposentado Adilson Barbosa de Souza, os tiros não causam dor e nem machucam. “O principal quesito para começar é ter equipamentos de segurança como óculos, máscara, capacete. A roupa é como uma farda militar. Quem for atingido vai sentir, no máximo, um beliscão.”

O air soft já é praticado em Andradina há, pelo menos, dois anos. O grupo do qual Adilson faz parte tem aproximadamente 18 pessoas, entretanto  na cidade inteira, cerca de 30 pessoas já participaram das simulações.

O grupo do aposentado “joga” em um sítio localizado na zona rural de Andradina. Eles se reúnem  geralmente aos domingos de manhã para “cumprir as missões”. “Fazemos simulações, por exemplo, alguns são terroristas, outros são policias que irão defender as vítimas de uma invasão”, explica. 

Na cidade ainda não há mulheres que jogam, entretanto ele afirma que nada as impede de ingressa no grupo. “Já sabemos de algumas que querem entrar. Em Pereira Barreto muitas já participam.”

Muitos confundem o air soft com o paint ball, mas Adilso afirma que os princípios são diferentes. “No paint ball, assim que a pessoa é atingida, fica marcada pela tinta. No air soft contamos com a honra do jogador. É ele quem tem que levantar a mão e dizer que o tiro acertou.”

O investimento incial para quem quer praticar não é considerado muito baixo, porém os equipamentos duram bastante. Uma arma pode custar de R$1,5 mil a R$5 mil.  Além dos equipamentos de segurança que Adilson já citou, ele recomenda também o uso de luvas e de um par de botas, por que o terreno de onde eles jogam é bastante acidentado. 

Apesar de ser pouco conhecido, o grupo de Adilson já promoveu um evento que reuniu jogadores da região toda. Segundo Maycon Michel Macelani Ferreira, outro participante, mais de 70 pessoas vieram prestigiar.

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