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Aluno de 3 anos colocado em saco de lixo por professora sofre bullying: ‘chamam de menino do saco’, diz mãe

Polícia Civil investiga educadora, estagiária e substituta por suspeita de maus-tratos em Restinga (SP). Prefeitura instaurou sindicância interna, afastou profissionais e diz que auxiliar pediu demiss

Fabio Rocca - RegionalPress
16/11/17 às 13h28
(RegionalPress)

 A mãe de um menino de 3 anos que foi colocado em um saco de lixo pela professora, dentro da sala de aula em Restinga (SP), diz que o filho passou a sofrer bulliyng e, algumas vezes, se recusa a ir às aulas porque tem medo que a educadora, que está afastada, volte à creche.

 “Todo mundo fica chamando ele de ‘menino do saco’. Em casa, não posso ter saco preto porque ele lembra. Vai para creche com constrangimento, às vezes não quer ir porque tem medo de ela [a professora] estar lá”, diz Ivanilda Assis de Carvalho.

 Silma e a professora substituta Priscila Melo, que testemunhou o fato, negaram as agressões e disseram que não tinham o objetivo de torturar as crianças.

 A câmera de segurança da sala de aula registrou a ação da professora Silma Lopes de Oliveira e da estagiária que a auxiliava. A Polícia Civil investiga os “castigos” e, segundo o delegado Eduardo Lopes Bonfim, ambas podem responder por crime de maus-tratos.

 Ivanilda conta que procurou o Conselho Tutelar e a delegacia de Restinga em setembro, depois que o filho passou a se negar a frequentar a creche. Durante uma conversa, o menino revelou que a professora colocava os alunos em sacos de lixo, como forma de punição.

 “Eu perguntei o que estava acontecendo, que castigo elas estavam dando, e ele falou que a professora colocava dentro de um saco, segurava a boca e contava até dez, ou esperava que eles chorassem. Eu achei isso um absurdo, não pode acontecer”, diz.

 Mãe de outro aluno que sofreu o mesmo “castigo”, Josiane Oliveira de Souza afirma que o filho foi ameaçado pela professora, para não contar aos pais sobre o que acontecia na creche. Ela chegou a deixar o garoto com o avô, até a educadora ser afastada da função.

 INVESTIGAÇÃO

 Além da Polícia Civil, a Prefeitura de Restinga também instaurou procedimento administrativo para investigar a conduta de Silma e de uma professora substituta que teria testemunhado a ação. Priscila de Melo será afastada da função nesta quinta-feira (16).

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