Para tentar evitar uma nova epidemia de dengue e também desvendar a origem de uma nuvem de pernilongos que atinge a região de suas casas, um grupo de moradores do Centro estão recorrendo a drones –veículos aéreos não tripulados, com o objetivo é localizar focos de proliferação do mosquito transmissor da doença na vizinhança.
Os equipamentos já estão presentes na vida dos andradinenses e a cada voo, uma câmera acoplada ao drone mapeia pontos de difícil acesso, como os “quintais alheios”, que muitas vezes são inacessíveis também para os agentes de saúde. Logo na primeira experiência o grupo localizou uma piscina com água parada, no quarteirão do quadrilátero entre as ruas Nove de Julho, Guararapes, Evandro Brembatti Calvoso e Rio de Janeiro. A localização já foi relatada a agentes de saúde, que manifestaram que os moradores sempre impedem a vistoria do quintal, dizendo que não há criadouros.
Agora o grupo está de olho em novos focos como caixas d'água no alto ou nos quintais imóveis abandonados, sempre em busca de criadouros e de água parada. Eles esperam também que o dono da piscina limpe e trate a água e vão estar vigilantes.