Outro dia, andando por uma calçada, acidentalmente chutei uma pedra e era branca. Tive a curiosidade de apanhá-la, contemplar seu formato, nada estético, mas tinha uma alvura sem par! Coloquei-a em meu bolso e fui para casa. O interessante é que aquela pedra de jardim, por certo, estava em algum vaso ajudando a enfeitar a planta que ali estava plantada.
Comecei a conjecturar sobre aquela pequena pedra, que tinha colocado bem em frente do meu instrumento de trabalho, o computador. Minha mente lembrou de um versículo do livro do Apocalipse, e li o final de sete versos sobre as sete igrejas, e em todas elas, há um verso que diz: “ao vencedor”, imediatamente fui levado a pensar que todas as igrejas recebem uma censura da parte de Jesus, por terem se desviado da verdade, e tive que pensar especialmente neste tempo que vivemos de tantas indefinições, de lutas ideológicas, de ver a multiplicidade de credos, que querem parecer cristãos!
Hoje o que existe é um sincretismo religioso, em que as igrejas emergentes se apropriam de sistemas e costumes de várias igrejas e dessa apropriação desenvolvem o seu sistema de crer! E conseguem arrebanhar gente insatisfeita com suas igrejas de origem, que estão prontas a sair ao menor aceno de uma novidade. O que isso tem a ver com a sua pedrinha? Alguém pode indagar, e é justo que pense assim. Comecei a meditar sobre a pedra e, lembrar das enormes pedras que existem no seminário onde estudei, rochas enormes, incalculável o seu peso, algumas delas foram rachadas, e seus pedaços foram cortados por um senhor, e as pedras quadradas foram servir para a construção das piscinas. A pedra é dura, já nasceu assim, e só com explosivo pode ser rachada. A pedra tem uma serventia imensa, ainda que cheguem a reduzi-las a milhões de pedaços, elas continuarão a ser pedra, não perdem a identidade.
A pedra branca que capturei me ensejou pensar em duas coisas: solidez e pureza! E aqui vai meu entendimento sobre o que Jesus falou no verso que serve de base para este comentário. Pensar em solidez – uma pedra – por menor que seja tem um peso. Quando o Senhor Jesus ordenou que o apóstolo João escrevesse à Igreja de Pérgamo, disse os pecados que aquela igreja tinha praticado: o desvio da fé por dar ouvidos a doutrinas esposadas por Balaão (notório feiticeiro) que ensinava Balaque a induzir os filhos de Israel a comerem dos sacrifícios idolátricos e a prostituir-se, além de outra doutrina. Então o Senhor Jesus diz que daria uma pedra branca, e nela escrito um nome, que ninguém conhece, senão o vencedor. Vencedor do que? Aquele que não se deixou vencer pelas astúcias dos inimigos, que ficou firme e não se abalou.
Outro dia um amigo meu comentando sobre o estado atual da política, me perguntou: Você acredita que há políticos honestos? Eu respondi que sim, eu acredito, mas que deve ser uma minoria assustadora! Creio que em todos os setores da vida existem os maus e os bons. Ocorre que chegamos ao ponto de saber que os bons “chegam a ter vergonha de se dizerem honestos”, e por isso estão calados, como disse Martin Luther King (pastor batista assassinado) “O que me causa medo não são os maus, mas o silêncio dos bons” Ao dar uma pedra branca ao vencedor, o Senhor Jesus está dizendo: Seja firme diante do mal, mas seja puro em suas intenções. Não se deixe corromper.
Aqui está para mim o significado da pedra branca, além de pensar que a pedra representa eternidade. Dois anos atrás fiquei hospedado no seminário lá em Mogi das Cruzes, e fui dar uma espiada nas pedras, estavam lá do mesmo modo com a mesma textura de quando as vi pela primeira vez em 1964. Nada as abala, nada as fere, sol, calor, chuva, frio é a mesma coisa...Deus espera que os cristãos sejam assim enfrentando as vicissitudes desta vida. Olhei fixamente a pedra branca em minha mesa e pensei: Há quanto tempo ela é assim? Não se sabe. Que possamos exibir em nossa conduta, a solidez de caráter e a pureza das nossas intenções.