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Asfalto de Jamil Ono com PAC 2 foi `empréstimo` e ainda tem mais de R$ 24 milhões a pagar

Mesmo com alto investimento as obras estão paralizadas

Da redação – Andradina/SP
10/10/20 às 13h19
O asfalto foi feito com empréstimos altos e com juros de mercado (SECOM)

A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) foi a esperança para a realização de obras de centenas de prefeitos, que enfrentavam dificuldades devido à falta de recursos. O projeto no entanto tem virado uma grande dor de cabeça para os prefeitos que sucederam as assinaturas dos contratos.

O PAC 2 não oferece somente recursos a fundo perdido. Linhas de financiamento como a voltada para asfaltamento de ruas e avenidas exigem que o empréstimo seja pago com correção de 6% ao ano, três anos de carência e parcelamento em cinco anos. Prazos que significam que os próximos prefeitos é que terão que arcar com os contratos já fechados.

 

Empréstimo com juros de bancos privados

Em Andradina a novela do PAC 2 é ainda maior. As obras não foram concluídas e o valor pago às empresas já superam o que foi contratado inicialmente. A prefeitura também já paga a conta do empréstimo ao Governo, mas o pagamento não é lançado “claramente” na contabilidade, estando oculto juntamente com o pagamento de outros empréstimos e financiamentos.

Não houve milagres, o PAC 2 serviu como empréstimo a Andradina, com juros compatíveis a de bancos particulares. A conta não chegou para quem assinou o contrato, o ex-prefeito Jamil Ono, que hoje se apresenta como pré-candidato a prefeito e tem no asfaltamento pago com o dinheiro do empréstimo do PAC 2, a sua maior bandeira.
As dezenas de milhões de reais começaram a ser pagas por sua sucessora, Tamiko Inoue e estima-se que ainda haja uma conta grande demais para ser quitada pelo próximo prefeito de Andradina.

Jamil aproveitou o excelente trânsito com o Governo de Dilma para contrair a dívida (Secom)

Marca do PT em Andradina

O anúncio do empréstimo do PAC 2 foi feito pelo então prefeito de Andradina Jamil Ono em 2013. Jamil era então filiado ao PT com grande trânsito na Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A liberação de verbas do programa da ex-presidente da república presidente Dilma Rousseff (PT) era na cifra de R$ 32.662.395,46. Depois de sete anos e com obras paralisadas, o Tribunal de Contas do Estado afirma que já foram pagos a empresa Bandeirantes LTDA, a soma de R$ 32.909.930,76, mais que o valor contratado. E a empresa ainda estaria esperando o pagamento de mais R$ 1.325.197,99 para concluir as obras paralisadas.

Conta com o Governo Federal

Pagar a empresa para conclusão das obras não termina com a dívida do PAC 2. Andradina ainda terá que pagar ao Governo Federal o valor do empréstimo feito para custear as obras.

Apenas de juros do empréstimo, Andradina já pagou quase nove milhões de reais até setembro de 2020. Da dívida original ainda restam quase R$ 23 milhões à pagar.

A cifra é alta para um município que acumulou uma dívida de R$ 200 milhões durante os dois mandatos de Jamil Ono e o mandato corrente de sua sucessora Tamiko Inoue.

Tábua de salvação às avessas

O empréstimo feito por meio da Caixa Econômica Federal foi na verdade a tábua de salvação política para o governo do PT nas mãos de Jamil Ono. O sucesso popular do PAC 2, é uma de suas principais plataformas de campanha. Nitidamente fez-se “o dito milagre”, mas ás custas do arrecadação do município, que vem dos tributos pagos pela população.

Tamiko e Jamil multiplicaram a dívida de Andradina em cinco vezes em 2 anos (foto: Cleber Carvalho)
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