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Assistentes de acusação pretendem pena mais rigorosa para assassino de Jenifer e Yara

Depois de quatro anos dos brutais assassinatos das adolescentes Jeniffer Nayara da Silva, 13, e Yara Barbosa, 14, finalmente será julgado o acusado Edson Francisco de Souza, 45, por estupro e duplo homicídio, com várias qualificadoras.

Andradina
22/04/18 às 08h43

Depois de quatro anos dos brutais assassinatos das adolescentes Jeniffer Nayara da Silva, 13, e Yara Barbosa, 14, finalmente será julgado o acusado Edson Francisco de Souza, 45, por estupro e duplo homicídio, com várias qualificadoras.

Os fatídicos crimes aconteceram em 12 de abril de 2014 e abalou toda a cidade de Andradina e região. As adolescentes foram estupradas, assassinadas e jogadas sobre a ponte do rio Tietê, em Pereira Barreto.  O réu confesso já havia cumprido pena anteriormente.

Abril de 2014 a abril de 2018, uma expectativa angustiante dos familiares e amigos das adolescentes para ver a justiça ser feita com o máximo rigor.

No dia 26 deste mês o acusado será submetido a júri popular, os familiares das vítimas terão como reforço na acusação os criminalistas do escritório Schoriza & Ortuzal Advogados, devidamente habilitados no processo, como assistentes de acusação junto ao Ministério Público.

Maristela da Silva, mãe de Jenifer, afirmou: “Eu espero um julgamento exemplar, e que não fique impune esta barbárie que ele fez com minha filha e com a Yara, ainda sinto muita dor em meu coração e não consigo perdoar este monstro, nada trará minha filha de volta”.

Dr. Gilvaine Ortuzal esclareceu que “a figura do assistente de acusação não é muito conhecida, mas tem a função de colaborar com o Ministério Público objetivando reforçar a acusação. Nós estamos atendendo ao pedido da família no intuito de buscar a aplicação da justiça com o máximo rigor da lei”.

E exemplificou “um dos casos de assistente de acusação de maior repercussão no país foi protagonizado pelo renomado advogado criminalista Andradinense dr. Ademar Gomes, no caso Eloá, que foi o mais longo cárcere privado da história policial de São Paulo, o qual culminou no assassinato dela, o acusado Lindemberg Fernandes foi condenado a 98 anos e 10 meses de reclusão”. Conclui o criminalista que “esse é o modelo de assistência de acusação que se espelha”.

Dra. Ana Paula, especialista em Defesa da Mulher, nos contou que “o Brasil é o 5º país do mundo em violência contra a mulher. Cerca de 12 mulheres são assassinadas por dia, e 135 são estupradas, sendo que 70% das vítimas dos crimes sexuais são crianças e adolescentes, segundo pesquisas oficiais.

“O caso da Jenifer e da Yara é um exemplo desta barbárie, mas não passará impune. Teremos a chance de mostrar neste júri que existe Justiça”, comentou.

Na assistência de acusação estarão os advogados dr Gilvaine Ortuzal, dra Ana Paula Schoriza e dr Sérgio Ortuzal.

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