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Carnaval - de onde vem e pra que serve?

André Davi Martins é Sargento da Polícia Militar, professor de tiro e mediador de conflitos do Cejusc.

André Davi Martins
23/02/20 às 14h53
(foto: Arquivo Pessoal)

Dizem que o ano só começa depois do carnaval.

Independentemente se você gosta ou não, o fato é que esta festa popular existe a mais tempo do que imaginamos. Falando nele, o que é? Por que ele ocorre?

A palavra carnaval é originária do latim, “carnis levale”, cujo significado é retirar a carne ou “’carne vale”, que significa adeus à carne, significando o período de jejum que se aproxima que deveria ser realizado durante a quaresma com o controle dos prazeres mundanos.


Carnaval é um festival do cristianismo ocidental que ocorre antes da estação litúrgica da Quaresma. Ocorre durante fevereiro ou início de março, durante o período conhecido como Tempo da Septuagésima (ou pré-quaresma) e envolve uma festa pública e/ou desfile combinando elementos circenses, máscaras e uma festa de rua. As pessoas usam trajes durante estas celebrações, permitindo-lhes perder a sua individualidade.


O consumo excessivo de álcool, carne e outros alimentos proscritos durante a Quaresma é extremamente comum. Outras características comuns incluem batalhas simuladas, como lutas de alimentos, sátira social e zombaria das autoridades e uma inversão geral das regras e normas do dia-a-dia.

O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade do século XX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa para o mundo. Cidades como Nice, Santa Cruz de Tenerife, Nova Orleans, Toronto se inspiraram no Carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo.

Do ponto de vista antropológico, o carnaval é um ritual de reversão, no qual os papéis sociais são invertidos e as normas de comportamento suspensas.

Na Antiguidade, os povos consideravam o inverno como um reino de espíritos que precisavam ser expulsos para que o verão voltasse. O Carnaval pode assim ser considerado como um rito de passagem da escuridão para a luz, do inverno ao verão.
Já no ano 325, o Primeiro Concílio de Niceia tentou acabar com estas festas pagãs. O período quaresmal do calendário litúrgico, as seis semanas imediatamente anteriores à Páscoa, foi historicamente marcado pelo jejum, estudo e outras práticas piedosas ou penitenciais. Durante a Quaresma não havia festas ou celebrações e as pessoas se abstinham de comer alimentos ricos, como carne, laticínios, gordura e açúcar.

Muitos sínodos e conselhos tentaram definir regras para o festival. Cesário de Arles (470-542) protestou por volta do ano 500 em seus sermões contra as práticas pagãs. Séculos mais tarde, suas declarações foram adaptadas como os blocos de construção do Indiculus superstitionum et paganiarum ("pequeno índice de práticas supersticiosas e pagãs"), que foi redigido pelo Sínodo de Leptines. Todo o evento carnavalesco era estabelecido antes do jejum, para criar uma divisão clara entre o pagão e o costume cristão. Também era costume durante o Carnaval que a classe dominante fosse zombada usando máscaras e disfarces.

Livros de confissão de cerca do ano 800 já traziam informações sobre como as pessoas vestiam-se como animais ou idosos durante as festas em janeiro e fevereiro, mesmo que isto fosse considerado um pecado.

Algumas das tradições mais conhecidas, incluindo desfiles e máscaras, foram registradas pela primeira vez na Itália medieval. O Carnaval de Veneza foi, durante muito tempo, o Carnaval mais famoso.


Todas as datas eclesiásticas são calculadas em função da data da Páscoa, com exceção do Natal. Como o Domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul) e a Sexta-Feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.


O Carnaval do Brasil é uma parte importante da cultura brasileira. É às vezes referida pelos brasileiros como o "Maior Espetáculo na Terra". A primeira verdadeira expressão carnavalesca desta festa brasileira, oficialmente reconhecida pelos historiadores brasileiros, ocorreu no século XV em todo o território da Colônia do Brasil.

O carnaval de Rua do Rio de Janeiro é designado pelo Guinness World Records como o maior carnaval do mundo, com aproximadamente dois milhões de pessoas por dia.


O Carnaval Recife–Olinda é marcado pelo desfile do maior bloco de carnaval do mundo, o Galo da Madrugada. (fonte: Wikipédia e Google).

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