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Cesp e CTG empurram entre si zoo de Ilha Solteira

Estatal paulista e gigante chinesa dizem não ser responsáveis pelo projeto

Ilha Solteira - Lr1
10/11/16 às 10h15
Centro de Conservação da Fauna Silvestre em Ilha Solteira (Hoje Mais)

 Apesar de entender que não é mais de sua responsabilidade, a Cesp (Companhia Energética de São Paulo) afirmou que cuidará, temporariamente, do zoológico de Ilha Solteira. No entanto, a estatal e a nova concessionária, a CTG, divergem sobre qual das duas será a responsável pelo projeto, no futuro. O jornal O Liberal Regional antecipou, na edição de ontem, que a troca de comando das usinas hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira, ambas no rio Paraná, representou o fim de projetos ambientais associados aos dois empreendimentos, como a estação de piscicultura de Jupiá, em Castilho. A razão para isso é que a CTG Brasil, nova concessionária da usinas, não assumiu estas obrigações. A empresa chinesa e a Aneel alegam que estes projetos não foram incluídos no contrato de concessão. Em nota, a Cesp se manifestou após a reportagem afirmando que, diferentemente do informado pela empresa chinesa, o zoológico de Ilha Solteira (Centro de Conservação da Fauna Silvestre) é de responsabilidade da CTG. Isso porque o Ministério do Meio Ambiente transferiu as obrigações dos passivos ambientais dos reservatórios por meio de retificação na licença de operação. "Apesar da transferência dessas obrigações, ressaltamos que a Cesp continua mantendo o zoológico até que a CTG assuma essa obrigação", informou a estatal. CONTRATO A empresa chinesa mantém posicionamento de que o zoológico não faz parte do contrato de concessão. "A CTG Brasil contribuirá para a preservação da fauna regional por meio de programas que estão sendo construídos juntamente com o Ibama. Acreditamos na proteção da vida selvagem livre ao redor dos reservatórios e estamos trabalhando em projetos nesse sentido", comunicou. O Centro de Conservação de Fauna Silvestre de Ilha Solteira começou 1979, em uma área de 18 hectares, incluindo recintos de quarentena e recintos de exposição. Foi criado para desenvolver pesquisas, manejo e reprodução de diversas espécies ameaçadas, como a onça-pintada. Chegou a receber 30 mil visitantes por ano, mas os passeios monitorados estão suspensos.

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