Na região Noroeste de São Paulo ano de 2016 vem sendo marcado por chuvas no período de inverno, quando geralmente é seco.
Com isso algumas atividades tiveram suas produções reduzidas, entre elas a apicultura e acerola. Por outro lado, os agricultores de manga esperam uma excelente produção no final do ano.
O temor dos agricultores é que as chuvas que caíram no inverno possa fazer falta em outubro e novembro quando se prepara para as culturas anuais.
Aurélio Irokawa, administrador da Cooperativa da Fazenda Aliança em Mirandópolis, disse que a chuva nos meses de julho e agosto provocou redução na produtividade de mel em toda região Noroeste. Quando chove, segundo ele, as abelhas não saem para capturar o nécta das flores e permanecendo nas comédias, elas consomem o mel para se alimentarem. A expectativa para esse setor é que as chuvas deixem de ocorrer durante o mês de outubro e dessa forma possibilite que as abelhas aproveitem as floradas da Primavera para ampliarem a fabricação do mel nas colmeias. Se as chuvas não tivessem sido tão frequentes em junho e julho desse ano, os apicultores poderiam ter realizado colheitas em agosto, setembro e outubro.
No entanto, muitos apiários não colheram mel em agosto e passaram todo o mês de setembro com as caixas de colmeias muito leves. Logo, pode se esperar aumento no preço do mel nos próximos meses.
ACEROLA Com as lavouras de acerola, a queda na produtividade ocorreu devido as grandes inversões térmicas que ocorreram durante o inverno. Em menos de 24 horas a região Noroeste registrou temperaturas que foram de 10 graus centígrados a 30 graus. Na opinião de Aurélio Irokawa essa variação provoca choque térmico nas plantações de acerola, causando a queda dos frutos e reduzindo drasticamente a colheita.
Por causa disso, na última semana de setembro o quilo da acerola que em junho custava R$ 1,30 para o produtor, saltou para R$ 5,00 e R$ 7,00 o quilo. Mas para ter esse rendimento os agricultores estão vendendo a safra em São Paulo e não para a empresa Pura Polpa, da cidade de Guaraçaí que é a principal compradora da região. A Pura Polpa estava pagando apenas R$ 1,03 o quilo da acerola, causando assim grande descontentamento por parte dos produtores.