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Com paralisia cerebral, ele começou colaborando com jornal em Guaraçaí e hoje tem mais de 50 livros publicados

No meio de tantos problemas, ainda brotam histórias inspiradoras como a de Emílio Figueira.

Guaraçaí
13/06/19 às 14h25

No meio de tantos problemas, ainda brotam histórias inspiradoras como a de Emílio Figueira. Lembrando o físico britânico Stephen Hawking, que tem uma acentuada limitação motora, Figueira é dono de uma produção intelectual e um currículo extenso. Duas graduações, cinco pós, dois doutorados, 53 livros, mais de 500 textos para jornais e revistas, 87 artigos científicos publicados no Brasil e exterior e uma capacidade de realizar várias atividades paralelas, que podem ser conhecidas em seu site pessoal.

Suas dificuldades de comunicação não o impede de ser uma pessoa expressiva e sorridente. Dono de sua própria filosofia de vida, Emílio diz: “Se uma pessoa nasce ou adquire uma deficiência, isso será uma fatalidade que ninguém pode mudar. Mas o importante mesmo, será o caminho que essa pessoa tomar. Ela pode se entregar à deficiência, passar a vida se lamentando e se escondendo, ou reagir, buscando uma vida cheia de possibilidades!”

Por uma falta de oxigenação no cérebro durante o seu parto em 1969, Figueira ficou com paralisia cerebral, uma deficiência que causa problemas de coordenação motora no andar, no movimentar e na fala. Fez longos e intensos tratamentos durante a década de 1970 na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em São Paulo.

Precoce, desde muito cedo, Figueira teve uma queda pelas artes, produzindo entre os 2 e 5 anos de idade, inúmeros desenhos e pinturas. Alfabetizado aos 5 anos, aos 7 já escrevia seus primeiros poemas e contos. Aos 11, saia da casa de meus pais em São Paulo, indo morar com seus avós maternos em uma pequena cidade do interior paulista, chamada Guaraçaí, há 25 km de Andradina. Um ano depois escrevia reportagens para a “Folha de Guaraçaí”; aos 16, fazia o jornal praticamente sozinho, além de colaborar com outras publicações e rádios da região e, aos 18, formou-se em jornalismo técnico.

Hoje, aos 49 anos, Emílio tem uma rotina caseira. Passa os seus dias em sua residência no bairro da Casa Verde, na zona norte de São Paulo, onde em seu escritório escreve seus trabalhos digitando só com um dedo.

Referência em Educação Inclusiva no Brasil, autor de vários livros, consultorias para pedagogos e o MEC. Tornou-se professor de diversas disciplinas no sistema de educação a distância em algumas universidades brasileiras. Convidado para palestras, Emílio tem viajado por todo o país, sempre falando em escolas, universidades, instituições, seminários e congressos para muitas plateias de professores, pedagogos, psicólogos, profissionais em geral, público diverso, famílias e pessoas com deficiência.

Dono de uma vida cheia de experimentações, Emílio participa da Companhia Teatral Olhos de Dentro, no Teatro Ruth Escobar, em um curso de teatro voltado para pessoas com e sem deficiências. Apaixonado por esta experiência, declara: “Eu pensava que o máximo que poderia fazer era ser um autor ou divulgador teatral. Mas descobri que eu, mesmo com paralisia cerebral, e tantas outras pessoas com deficiências também somos capazes de atuar”.

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