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Comorbidades no paciente idoso

 Uma das características da sociedade atual é o grande número de pessoas que atinge idade avançada, o que torna um problema novo a ser enfrentado por médicos, sociólogos, psicólogos e assistentes sociais.

REVISTA FALA! - Drª Liara M. Surpilli
09/10/17 às 15h58
(Cleber Carvalho)

 Uma das características da sociedade atual é o grande número de pessoas que atinge idade avançada, o que torna um problema novo a ser enfrentado por médicos, sociólogos, psicólogos e assistentes sociais. 

 Está relacionado ao progresso mundial, ao aumento cada vez maior de pessoas preparando-se para uma vida mais longa, com melhores perspectivas de vida social e psicologicamente sadia.

 A saúde no idoso consiste em três fatores relacionados: a ausência de doença, a manutenção de ótima função, a presença de um apoio adequado.

 A velhice não é doença. É uma etapa da vida com características e valores próprios, em que ocorrem modificações no indivíduo, tanto na estrutura orgânica, como no metabolismo, no equilíbrio bioquímico, na imunidade, na nutrição, nos mecanismos funcionais, nas características intelectuais e emocionais.

 O idoso é mais vulnerável a doenças degenerativas de começo insidioso, como as cardiovasculares e cérebro-vasculares, o câncer, os transtornos mentais, os estados patológicos que afetam o sistema locomotor e os sentidos. Inegavelmente, há uma redução sistemática do grau de interação social como um dos sinais mais evidentes de velhice.

 Concorrem para agravar essa situação vários fatores demográficos, sócio-culturais e epidemiológicos, como aposentadoria, perda de companheiros de trabalho, aumento de tempo livre, mudanças nas normas sociais, impacto da idade sobre o indivíduo, impacto social da velhice, perda de segurança econômica, rejeição pelo grupo, filhos que se afastam, dificuldades citadas pela sociedade industrializada, contaminação do ar afetando a sua saúde, aumento da freqüência de determinadas enfermidades, dificuldades de aceitação de novas idéias que se chocam com os modelos tradicionais de conduta, fazendo o idoso duvidar do que vem até então seguindo.

 As mudanças de idade alteram o controle postural, a acuidade visual, acuidade auditiva, assim como a presença de doenças agudas e crônicas que afetam o sensório, o sistema nervoso central, as estruturas músculo-esqueléticas e a coordenação.

 O valor de executar e estar atento em uma avaliação geriátrica completa parece ser algo sem discussão. A efetividade dos cuidados na prevenção primária emite como meta, o desejo de se ter pacientes saudáveis e funcionais. As ferramentas devem ser simples e práticas a fim de identificar os problemas de modo rápido para poder prevenir e, mais adiante, tratá-los.

 As intervenções são mais comuns em outras faixas etárias, mas em pacientes velhos existem cuidados mais especiais no que se refere as imunizações, dieta, exercícios e sexualidade.

 Também deveriam ser avaliados a habilidade cognitiva e a saúde mental dentro do contexto social, sendo individualizado para cada idoso, devendo-se observar e estar alerta para cada mudança de comportamento. 

 As metas são no sentido de encorajar uma avaliação sistemática de várias áreas de risco em potencial no idoso.

 Atualmente, o que preocupa no idoso é a sua saúde global, tornando as comorbidades importantes. As características fisiológicas, fisiopatológicas próprias e as necessidades diferenciadas, principalmente pelo aspecto sócio-econômico, exigem uma preparação adequada e um atendimento integrado de saúde.

 Por essas razões, a preocupação com as comorbidades no idoso são tão importantes e, quando cuidadas com maior carinho e dedicação, poderão abreviar e prevenir melhor as doenças e oferecer uma melhor qualidade de vida.

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