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“Dois Irmãos” poderá faturar mais de R$ 3 milhões com batata doce

 O Assentamento “Dois Irmãos” no bairro Moinho em Murutinga do Sul, deve faturar mais de R$ 3 milhões em aproximadamente 120 hectares de batata doce canadense, uma variedade precoce, saborosa e resistente.

MURUTINGA DO SUL - Noroeste Rural-Antônio José do Carmo
06/12/16 às 09h27
(Noroeste Rural)

 O Assentamento “Dois Irmãos” no bairro Moinho em Murutinga do Sul, deve faturar mais de R$ 3 milhões em aproximadamente 120 hectares de batata doce canadense, uma variedade precoce, saborosa e resistente. 

 São apenas cinco ou seis meses entre o plantio e a colheita. Parte da colheita começou agora, no mês de novembro e o preço da caixa de 20 quilos varia de R$ 20,00 a R$ 30,00 atualmente. Mas, já chegou a R$ 45,00 e o menor preço nos últimos dois anos recebido pelos produtores, foi de R$ 10,00 a caixa. 

 A informação é da diretora de Desenvolvimento da Prefeitura de Mirandópolis, Rose Ferreira que recentemente visitou a roça de dona Maria Rosa da Silva, levando a agricultora familiar dona Eunice que deseja fazer o mesmo plantio em seu lote, no Assentamento Água Fria, município de Mirandópolis.

  “Imagine o impacto econômico que essa colheita vai fazer na nossa região, melhorando a vida dos agricultores familiares e fortalecendo nosso comércio, exatamente num momento de crise como esse que estamos vivendo”, disse Rose Ferreira que sempre se destacou na região, por incentivar o desenvolvimento rural como forma de gerar emprego e renda.

 FELIZ COM O FATURAMENTO Maria Rosa da Silva e Rafael José dos Santos plantaram pouco mais de um hectare no lote 121 do Assentamento Dois Irmãos. Devem colher de 200 a 300 caixas de batata doce, com faturamento que pode chegar a R$ 6 mil. Valor que considera excelente, pois o plantio foi feito em 12 de junho desse ano e o dinheiro vai chegar em boa hora, no período das festas de fim de ano. 

 Essa é a quinta colheita que eles fazem em dois anos. O sucesso da lavoura levou dezenas de colonos daquele assentamento a copiarem os métodos, ou seja, a tecnologia, e assim multiplicar os benefícios. Tiveram orientação de outro agricultor da região de Presidente Prudente, e dos técnicos da Coater- Cooperativa de Assistência Técnica e Extensão Rural.

 Os agricultores familiares se organizam principalmente para a colheita que exige muita mão de obras em curto período. Para cada hectare, dona Rosa acredita que sejam necessárias 20 pessoas. Mas isso não é problema, pois os vizinhos se unem para colher uns dos outros e o custo da mão de obra fica baixo. 

 PREPARO DO SOLO E MUDAS Dona Rosa diz que antes de iniciar o plantio, providenciou a análise do solo e a correção com calcário. Ela também fez adubação orgânica e para combater as doenças optou por produtos que não sejam agrotóxicos. Não é preciso fazer irrigação artificial. As chuvas desse ano garantiram boa safra. 

 Para formar um hectare é preciso comprar 50 caixas de mudas, ao custo de R$ 10,00 cada uma. A produção tem destino garantido para o CEASA e até para países da América Latina. “Sei de um agricultor que, com apenas 3 hectares conseguiu faturar mais de R$ 135 mil”, disse dona Rosa.

 Sem dúvida alguma, ela considera essa atividade, uma excelente opção para pequenos produtores familiares como os colonos de reforma agrária. E dona Rosa é companheira de luta e está disposta a ajudar. Quem quiser manter contato com ela ligue em seu celular (18) 99672-0142.

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