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Dr Unias avisa: Prevenção não tira férias!

Com a chegada das férias escolares, a criançada tem mais tempo em casa. Em conversa com o alergopediatra Dr Unias Ramalho Júnior, ele explica que apesar de saudável este ‘gás’ todo, os pequenos precisam ser orientados e contar com os cuidados dos pais e cuidadores.

Revista FALA! - Flávia Gomes
02/01/19 às 16h33
Dr Unias Ramalho Júnior (Cleber Carvalho

Dr Unias alerta que nesse período de verão e férias, aumentam os índices de acidentes com crianças. “Além dos acidentes, também é preciso atenção com as doenças características desta época. Visando contribuir para a tranquilidade dos pais nestas férias e ao longo do verão, separei algumas dicas de segurança, sem tirar o espírito da boa diversão a todos”, conta ele.

Parques e brinquedos: Os pais devem prestar atenção às faixas etárias indicadas na entrada dos brinquedos. Alguns são voltados às crianças maiores, sendo vetada a entrada dos menorzinhos. Respeitem estes limites.

Supervisão por um adulto: Uma criança nunca deve ficar sozinha sem a supervisão de um adulto. Esta supervisão ajuda na prevenção de acidentes e evita que crianças se percam em locais públicos. Outra dica é colocar uma pulseira de identificação no seu filho, indicando nome do responsável e telefone. Assim, caso ela se perca, será mais fácil a localização de seus cuidadores.

Alimentação: Importante deixar a criança hidratada, oferecendo água a cada hora. A maioria dos casos de gastroenterites, as famosas diárreias, acontece no verão. A água que as crianças bebem quando viajam ou quando estão na praia é a principal causadora da doença. Por isso, se você não tem como atestar a origem da água que seu filho vá beber, deve fervê-la para garantir que ela esteja livre de bactérias e vírus contaminantes. Se estiver na praia, deve evitar comidas vendidas em barraquinhas, como o milho. A água que cozinha o produto fica o dia inteiro na panela fervendo dezenas de espigas e pode ser facilmente contaminada. Molhos como catchup, mostarda e maionese que são encontrados nas barracas da praia também devem ser evitados. Frutos do mar é um duplo perigo: há o risco da alergia em crianças que não estão acostumadas a comer camarão, lula e alguns peixes e também o risco de uma contaminação bacteriana e viral.

Sunga e maiô molhados: Com o sol, a pele desidrata e inflama, perdendo sua defesa natural. Os fungos adoram umidade e crianças que passam muito tempo com maiô ou sunga molhados podem sofrer com as dermatites. O ideal é dar pelo menos duas duchas de água doce nas crianças que passam o dia na praia ou na piscina. E os pais têm que ficar de olho nos menorzinhos, que acabaram de tirar as fraldas e passam o dia na piscina. Às vezes o xixi escapa, mas a urina misturada ao cloro da piscina dá origem ao cloridrato de ureia que é altamente irritante para a pele das crianças. Por isso, o ideal é levar as crianças que estão na piscina várias vezes no banheiro e caprichar nas duchas de água doce.

Filtro solar: Como os pais de hoje em dia (ainda bem!) abusam do filtro solar, muitas crianças têm sofrido com a falta de vitamina D. A principal fonte desta vitamina é a exposição ao sol e ela ajuda no processo de “ossificação” das crianças. Por isso, o conselho é deixar as crianças brincando no sol pelo menos uns 15 minutos sem proteção solar. Passando esse período passe pelo menos um fator de proteção 30 que deve ser reforçado a cada 20 minutos da criança na água. E a cada duas horas o ideal é lavar a criança com água doce e passar protetor no corpo todo novamente.

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