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E o lixo eletrônico?

  A consciência ambiental ainda é capenga no Brasil.

Assessoria de Comunicação e Imprensa  - José Renato Nalini, secretário da Educação do Estado de São
05/12/17 às 09h30
José Renato Nalini, secretário da Educação do Estado de São Paulo (Assessoria de Comunicação e Imprensa)

  A consciência ambiental ainda é capenga no Brasil. Depois da belíssima norma do artigo 225 da Constituição da República, houve acenos que garantiram o reconhecimento planetário. Mas, depois disso, apenas retrocesso. Somos pródigos em retórica. Pífios em ação. E prevalece a mentalidade imediatista do capitalismo perverso e egoísta. Coisas como biodiversidade, paisagem, ecossistema não entram no cálculo dos investidores.

  A esperança é que a infância e a juventude tenham coragem de cobrar coerência das gerações dendroclastas. Aquelas que derrubam árvores, poluem solo, água e atmosfera e acreditam que a conta bancária seja suficiente para garantir vida longa e futuro tranquilo.

  Somos o maior produtor de lixo do planeta. Descartamos tudo, somos pobres ignorantes. Não economizamos papel. Ao contrário. Desperdiçamos à vontade. Como se houvesse água e árvore em abundância, para garantir o festival de insanidades que se assiste em todos os lugares durante todo o tempo.

  Quando se elogia a reciclagem, esquece-se de dizer que o móvel dos que recolhem latinhas é a subsistência. É a miséria que faz com que haja essa recolha. Não é protagonismo ecológico.

  Por isso é que devem ser louvadas iniciativas como a do Greenk, movimento que alia a tecnologia e o verde e que terá uma segunda edição de 25 a 27 de maio de 2018 no Anhembi. O movimento Greenk foi lançado este ano e tem por intuito conscientizar as pessoas sobre o descarte correto de eletrônicos, o e-lixo, de maneira a proteger o meio ambiente e incentivando a economia circular.

  O que é o e-lixo? É composto por equipamentos velhos ou que não funcionam mais, como computadores, notebooks, tablets, celulares e acessórios, quais fios, teclados, mouses e carregadores. O problema desse material é que possui um elevado número de elementos tóxicos e nocivos ao meio ambiente. Não pode ser jogado fora como o lixo comum. Contaminaria, de maneira irreversível, terra e água.

  O Brasil produz 1,4 milhão de toneladas de e-lixo por ano. Hoje, apenas 2% desse total merecem descarte correto. Por isso a urgência de se disseminar a concepção de economia circular. Todo o e-lixo precisa ser descartado corretamente nos pontos de coleta. Em seguida, ele é encaminhado para locais capacitados a receber os equipamentos e fazer o desmonte das peças. Todos os materiais são separados: plástico, cobre, parafusos, fios, vidros, etc. Muitos desses materiais retornam para as indústrias como matéria-prima para a fabricação de novos produtos.

  Não é impossível ser um greenk e ajudar a preservar as árvores, o ar, a reduzir a retirada sem retorno desse patrimônio natural que não construímos, mas que sabemos destruir com eficiência.

  Em 2017, o Greenk Tech Show promoveu a coleta de 2,7 toneladas de e-lixo. Em 2018, a proposta é arrecadar 10 toneladas. 

 Para isso, é urgente alertar todas as pessoas, notadamente o alunado da Rede Pública e da Rede Particular de ensino. As crianças e jovens são mais sensíveis e podem mobilizar suas famílias e obrigar a uma imprescindível mudança de conduta. É para a subsistência da Humanidade, não para proteger a Terra. 

 O planeta saberá continuar a existir quando os homens chegarem a seu termo final nesta aventura que poderia ser gloriosa, mas que está ameaçada de paralisação e término, em virtude da insensatez, insensibilidade e ignorância do próprio ser humano. 

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