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Epidemia de Febre Amarela-Epidemia de Gripe-Epidemia de Meningite...

É hora de vacinar?

REVISTA FALA! - Flávia Gomes
13/03/18 às 15h05
(REVISTA FALA!)

 Em época de epidemia todo mundo se lembra das vacinas, não é mesmo? Hoje, estamos ouvindo falar da Febre Amarela, sendo que o último surto foi registrado em 1942! Agora, ela reaparece? 

 Mas não existe vacina? Enfim, para responder a estas perguntas entrevistamos  a médica , especialista em Medicina Preventiva e Social,  sanitarista , Dra Sandra Camargo de Barros, que há 21 anos está a frente da Clínica Regional de Vacinação Camargo & Barros.

 

 Dra Sandra Camargo de Barros fala que os surtos ou epidemias causam estas dúvidas em toda a população, mas que eles mostram que a prevenção é ainda o melhor remédio. “Uma doença que estava controlada há quase 8 décadas reaparece, ou seja, pessoas  deixaram  de ser imunizadas contra a febre amarela, dando margem ao ressurgimento da doença”, conta ela enfatizando que hoje é a Febre Amarela, mas que outras doenças que se encontram controladas e possuem vacina podem reaparecer se houver esse “descuido” na prevenção.

 Para ela, com o desaparecimento dos casos houve uma maior tolerância com a obrigatoriedade da vacina. “Antigamente para ir a áreas de risco, como estados da região Norte, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, era obrigatória a apresentação da  carteira de vacinação contra a Febre Amarela na fronteira. Hoje, não se vê mais essa cobrança”, lembra a doutora.

 Andradina, segunda ela, por se tratar de fronteira com Mato Grosso do Sul ,  considerada área de risco  tem  uma cobertura vacinal muito boa ( é uma vacina aplicada na rotina ). “Hoje a transmissão da doença não chega  até nós, pois a maioria da população está vacinada ”, assegura. E, uma vez vacinada , a pessoa está imunizada  por toda a vida. “Os estudos hoje comprovam que a imunidade perdura  além dos 10 anos previstos inicialmente.

 Sobre a febre amarela, Sandra lembra ainda que o vírus está nas matas e faz parte do ecossistema, sendo transmitidos para os primatas. O homem adentra as matas e pode ser infectado e ter a doença caso não esteja vacinado.  “A culpa não é dos macacos, eles são vítimas também”, enfatiza. Mas ao contrário dos humanos, eles não podem se prevenir. “É inadmissível que doenças que possuem vacinação ainda façam vítimas. Temos que mudar a cultura e colocar a prevenção em primeiro lugar sempre”.

 Claro que como toda vacina, reações podem ocorrer , mas que são minimizadas com uma boa indicação: “Em surtos todo mundo corre pra se vacinar e isso acaba sendo prejudicial, pois até mesmo quem tem contra-indicações  acaba recebendo a vacina. 

 Gestantes, bebês com menos de 6 meses, idosos acima de 60 anos, portadores de doenças imunossupressoras, pessoas que tem alergia a ovo, pacientes que fazem tratamentos oncológicos devem ter consentimento do seu oncologista. Para isso, o Centro Regional de Vacinação Camargo & Barros possui um atendimento gratuito de orientação. 

 “Quem quiser receber orientação sobre vacinação,  basta ligar e agendar um horário que iremos dar todos os esclarecimentos sem nenhum custo”, finaliza. O Centro Regional de Vacinação fica à Rua Humberto de Campos, 928, em Andradina e o telefone é (18) 3722-5050.

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(Eduardo Imperador)
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