Na vida, realmente, só sabemos o real valor quando se precisa. Quando ouvia falar em Equoterapia não tinha, a menor noção do que se tratava, mas tudo na vida tem o seu tempo e hora.
Minha filha nasceu com grave pneumonia (bacteriana), lutou por horas até que seu coração não aguentasse, resultando numa parada cardíaca. Durante o procedimento de reanimação, é normal que haja alguma complicação, já que o fluxo sanguíneo retorna com “força total”. E, para nossa surpresa, ela voltou à vida, mas, não ilesa, pois teve uma hemorragia cerebral grau 1.
Foram 25 dias de UTI e, enfim ganhou a batalha contra a bactéria. Hoje, escrevo, ainda temerosa em como ela receberá toda esse histórico. Mas, ela sabe, dentro do universo de uma criança de 5 anos, que teve que lutar e vencer uma guerra que tem um preço a pagar.
E, estamos pagando! Fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, neurologista, fisiatra foram alguns dos profissionais que entraram na vida do meu bebê desde muito cedo. Com 1 ano e 9 meses, em fevereiro de 2013, um novo profissional entrou para a equipe: o equoterapeuta (fisioterapia com cavalo).
Gabriela foi a primeira aluna de um projeto audacioso do fisioterapeuta Carlos Eduardo Conti e do equitador Everton Gasparelli. Eles iniciaram a Equoterapia em Andradina. Lá fomos nós! Eu e minha princesa. Claro, ela amou o cavalo! Os meninos, sempre atenciosos, iniciaram a equoterapia.
Sempre procurei o lado positivo de tudo, e mesmo sem saber ao certo o que “uma voltinha a cavalo” por semana poderia fazer, acreditamos nesse projeto. Com três aulas, Gabi que nem engatinhava, engatinhou!!! Isso mesmo!!! Ficamos impressionados. Claro que continuava a sua jornada: fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e, também a escola.
Permanecemos por 2 anos na equoterapia, ela adorava as aulas e eu espairecia a cabeça naquele local agradável em contato com a natureza e dentro da cidade. É difícil encontrar uma terapia em um ambiente tão gostoso...
Assim como todos os tratamentos, uma hora ele não rende mais, pois a criança dispersa, cansa, enfim. Demos um tempo. Agora, um ano depois, Gabi retorna às aulas de equoterapia, já iniciando o controle do animal. E, para nossa surpresa, na semana do retorno, realizou um dos seus maiores sonhos: aos 5 anos e 9 meses Gabi pulou tirando os dois pés do chão sem apoio.
Sim, pequenas vitórias que para muitos não significam nada, mas que para nós tem um sabor todo especial, nos mostram que as marcas da batalha inicial estão ficando para trás.
Para entrar em contato com os meninos do Centro de Equitação e Equoterapia basta ligar: (18) 996255749 (Everton) ou (18) 988107774 (Carlos Eduardo). A empresa que quiser celebrar parceria pode ajudar adotando uma criança. Duas empresas já adotaram: Águas de Andradina e Águas de Castilho. Apoie este projeto!