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Estudantes de Direito manifestam pela restauração do Palácio do Imperador, em Itapura

 Os estudantes do 8º termo do curso de Direito da Uniesp/Faciluz, de Ilha Solteira-SP, estão desenvolvendo um projeto de mobilização pela restauração do Palácio do Imperador Dom Pedro, também conhecido como Casarão de Dom Pedro II, em Itapura-SP.

hjornaldailha.net
01/12/16 às 09h22
(Reprodução)

 Os estudantes do 8º termo do curso de Direito da Uniesp/Faciluz, de Ilha Solteira-SP, estão desenvolvendo um projeto de mobilização pela restauração do Palácio do Imperador Dom Pedro, também conhecido como Casarão de Dom Pedro II, em Itapura-SP. 

 Sob a orientação da professora Andressa Ferrari Murgia, os alunos fundamentaram o projeto no tombamento do palácio como instrumento de preservação ambiental  dentro da disciplina Direito Ambiental.

 A mobilização tem o objetivo de cobrar das autoridades a restauração do palácio como forma de preservar a cultura e aprimorar o turismo em Itapura e região.

 Para isso, será realizada uma manifestação pacífica com uma caminhada, no dia 10 de dezembro, a partir das 15 horas, com saída da Praça Central, na avenida Marechal Artur da Costa e Silva, seguindo pela avenida Dom Pedro até a frente do Palácio do Imperador, localizado na rua Tiradentes, onde os manifestantes se concentrarão e finalizarão com apresentações.

 O Palácio

 Construído em 1858 durante a Guerra do Paraguai, o casarão foi a sede do Estabelecimento Militar de Itapura, uma colônia criada no mesmo ano por decreto de D. Pedro II com o objetivo de fortalecer as defesas brasileiras diante da crescente ameaça expansionista do paraguaio Francisco Solano Lopez.

 Durante a Guerra do Paraguai (1865-1870), serviu como residência do comandante da base naval. Este patrimônio histórico foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), em 1969.

 De acordo com os estudantes, muitos turistas visitam o casarão de Itapura, mas não podem entrar no prédio, que está abandonado. “Portas e janelas foram fechadas, de maneira improvisada, com madeiras compensadas, que estão sendo arrancadas por vândalos.

 Dentro do prédio, o quadro é desolador e o piso de madeira apresenta grandes falhas, com perigo de acidentes para os visitantes”, relatam os alunos de Direito da Uniesp/Faciluz.

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