A Polícia Militar em Itapura prendeu em flagrante, na manhã deste domingo 8, o escriturário Márcio Rodrigues da Silva, 39, morador na Rua José Machado de Araripe, minutos depois dele invadir a casa da ex-companheira Celma Cristina da Silva Pereira 41, secretária de Assistência Social da Prefeitura.
Segundo registro policial, Márcio invadiu a casa da assessora, na Rua Barão do Rio branco, 443, pouco depois da 6h30. Sob ofensas morais Celma foi agarrada pelo pescoço, cabelos, arrastada do quarto à sala onde foi arremessada sobre um sofá e em seguida levada ao interior do banheiro.
Celma foi surpreendida pelo ex ao se levantar após ouvir barulho de alguém batendo na porta do quarto. Ao ver a mãe sendo covardemente agredida o filho adolescente, R.C.S.P., 13 anos, pediu que o escriturário cessasse a violência e recebeu um tapa no rosto.
Desesperada, a mulher pediu ao filho para chamar a polícia, mas Márcio advertiu que seria pior e arrastou a vítima até a sala. Nesse instante, um músico da banda contratada por Celma para um baile na cidade que dormia no imóvel junto com o pai dele interviu e botou o escriturário para fora.
Antes disso, o aposentado e pai do músico, Marciolino Leite de Souza 59, de Três Lagoas, saiu para pedir socorro, porque o agressor estava furioso e irredutível. Quando retornou o escriturário e vítima deixavam o imóvel. Celma saiu da casa gritando por socorro e recebeu atenção dos policiais militares Carlos Roberto e Bruno.
“Se soubesse que era Márcio batendo na porta do quarto não teria aberto”, disse a assessora por telefone ao Impacto Online. Segundo ela, o ex pulou o portão [fechado] para invadir a casa e danificou a fechadura de um quarto.
Levado à cadeia de Lavínia, Márcio foi submetido, nesta segunda-feira 9, à audiência de custódia e ganhou a liberdade, mas vai responder ao menos por cinco crimes: violência doméstica; lesão corporal; dano; ameaça e injúria. Antes da invasão o escriturário ofendeu Celma pelo “zap”.
SEPARADOS DESDE DEZEMBRO
A secretária e Márcio viveram juntos por dois anos e meio, até que em dezembro passado, o filho mais velho da servidora que mora no Paraná e estava em Itapura, pediu que o escriturário deixasse a casa ao descobrir que ele havia clonado o celular da mãe.
De lá para cá, o casal mantinha vínculos, mas Celma admite que o ex sempre foi ciumento, possessivo e que em outras duas ocasiões teria ido à sua casa ameaçá-la. O caso ganhou repercussão na cidade e a vítima já solicitou e obteve na Justiça medida protetiva contra o agressor.