O vereador Wagner de Souza Oliveira “Waguinho” (PV), da Câmara de vereadores de Castilho, teve rejeitado o pedido de abertura de uma CP – Comissão Processante na manhã de segunda-feira (18) durante votação no plenário da Casa de Leis.
A falta de documento necessária não cumprida pela vítima de 29 anos ajudou ele ser salvo. O mandatário é acusado de tentar abusar. O caso foi informado à polícia em maio deste ano, a vítima entregou gravações de áudio como tentativa de provar a denuncia contra o político.
O crime teria ocorrido em um local utilizado por autoescolas. Conforme a denúncia, Oliveira assediou a mulher durante aula de direção de veículo. O vereador, que é conhecido como Waguinho, foi presidente da Câmara entre 2013 e 2016. Ele também atua como instrutor de autoescola.
A vítima mora em Três Lagoas (MS) e fazia as aulas em Castilho. Para a polícia, ela afirmou que fez 14 aulas com o vereador e, durante esses dias, ele vinha falando obscenidades. Segundo boletim de ocorrência registrado por ela, Waguinho ainda, por várias oportunidades, teria colocado a mão na perna dela e a convidou a para ir a um motel.
EXPLICAÇÃO
A mulher afirmou ainda que, na penúltima oportunidade que estiveram juntos, o vereador lhe apresentou vídeos de sexo explícito e, depois, mostrou o pênis para ela. Na última aula, a vítima contou para a polícia que Waguinho teria continuado a assediá-la, chamando para ter relações sexuais. Foi, daí, que ela começou a gravar os áudios com celular, sem que ele percebesse.
Ela então deixou as aulas de direção e foi embora. No entanto, o vereador teria ido atrás dela, pedindo para que entrasse no veículo. O marido dela chegou e acabou repreendendo o acusado, que pediu desculpas. A Polícia Civil vai investigar o caso.
OUTRO LADO
Procurado, Waguinho desmentiu o que foi contado pela vítima. “(Ela) está denegrindo minha imagem como homem público e, pelo que apurei até agora, posso afirmar ela está tentando obter alguma vantagem com essa chantagem, seja pessoal ou até mesmo financeira”, afirmou. “Não pratiquei nada daquilo que foi afirmado”, completou.
O vereador ainda afirmou que pretende registrar boletim de ocorrência para se defender da suposta armação. “Em todas as aulas, o marido dela sempre a acompanhou e esteve presente. Meus colegas de trabalho também são minhas testemunhas”, afirmou.
A autoescola envolvida confirmou que afastou Waguinho das funções temporariamente. Já a Câmara aguarda notificação da polícia para tomar alguma providência.