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Família sofre com diagnóstico errado de Covid 19

O Hospital de Três Lagoas piorou a situação de tragédia na família de Esmeraldo da Silva, morador da Vila Haro, que aos 61 anos morreu com diagnóstico de Covid-19, mas estava mesmo era com câncer.

Antônio José do Carmo - Três Lagoas/MS
04/08/20 às 12h41
Foto de Esmeraldo ao lado do filho "Perninha" que morreu dia antes do pai. (Arquivo de Família)

O Hospital de Três Lagoas piorou a situação de tragédia na família de Esmeraldo da Silva, morador da Vila Haro, que aos 61 anos morreu com diagnóstico de Covid-19, mas estava mesmo era com câncer. Seu estado era grave e avançado. Até medicamentos fortes como a morfina ele já estava usando para aliviar o sofrimento.

A família só conseguiu a confirmação negativa, quando chegou a contra-prova do exame, contrariando o que foi definido num teste rápido feito em Três Lagoas na unidade de atendimento público. Somente hoje, mais de uma semana depois, a Secretaria da Saúde ligou para dizer que o exame deu negativo.

Mas o resultado do exame mais eficiente demorou para chegar. Agora Esmeraldo já está enterrado, sem que tivesse oportunidade de ser velado. Dias antes de sua morte, quem morreu foi seu filho de apenas 40 anos. Ele estava triste e sofrendo com as dores do pai e seu martírio. O rapaz com mulher e filhos, acabou falecendo vítima de um ataque cardíaco. O velório foi rápido, mas houve tempo das despedidas e do enterro.

Família de gente trabalhadora, muito querida na Vila Haro, onde praticamente viviam há mais de 40 anos, Esmeraldo merecia uma despedida mais digna. Uma sequência de fatos lamentáveis. Do hospital seu corpo foi para o cemitério, sem que ninguém tivesse oportunidade de ver. Diretores de uma empresa jornalística que divulgou a morte como Covid-19 disse que nada poderia fazer, nem mesmo desmentir a informação de que o exame deu negativo porque segundo eles, a informação deveria partir então da Secretaria Municipal de Saúde que fez a divulgação.

Tudo isso estamos relatando na tentativa de que os profissionais de saúde, embora pressionados por essa situação extrema, não percam de vista na rotina das mortes que uma vida sempre tem um significado infinito e que não se trata de número, mas de um ser humano e que é preciso esgotar todas as possibilidades, para se dizer realmente que aquele corpo não poderá ser visto por mais ninguém. Inclusive, não se entende até hoje o motivo de tamanho cuidado, se com os casos chamados “comuns”, mesmo na pandemia são permitidos velório de algumas horas e enterro acompanhado.

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