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Flávia de Oliveira S U R P R E E N D E N T E

Neste Março de 2018, a Revista Fala! traz a primeira entrevista concedida pela surpreendente Flávia Andréa Públio de Oliveira, 47 anos, que falou sobre a vida, família e o amor.

 Andradina - REVISTA FALA!
03/04/18 às 08h48
(Cleber Carvalho)

 Reservada, Flávia recebeu a equipe do Fala! em sua casa no Bairro Stella Maris, bem à vontade no alto de seu chinelo havaiana.

 Desde o primeiro momento ela passou a imagem do que é na intimidade, uma pessoa simples, reservada e que ama a sua família e amigos. 

 Ao seu lado Ivete e Joana, que acompanha a família há 37 anos, desde que trabalhava na casa dos sogros Neusa Formigoni de Oliveira e Feliciano Lopes de Oliveira.

 “Isso aqui já foi mais cheio, hoje em Andradina só estamos eu e o Paulinho”, conta ela sobre a ausência dos filhos Fernanda e Ricardo, dos netos Júlia, Ricardo Filho e Rafael, da nora Andressa e do genro Bruno.

 Bem caseira e superfamília, Flávia troca qualquer programa pela oportunidade em estar com os filhos e os netos.

 “Ricardo está em São Paulo e a Fernanda indo pra Ribeirão e sempre que eu posso estou com eles. Daria tudo para morar em São Paulo para ficar mais perto deles, mas nossas coisas estão todas aqui, principalmente a família. Andradina é o lugar onde o Paulinho adora ficar”, explica.

 A história

 Nascida em São José do Rio Preto, ela é a primeira filha do casal Vera Lúcia e Luiz Antônio Públio. “Meus pais tiveram quatro filhos o Lilique, o Alessandro e o Marcelo, ele era gerente na General Motors e era rotina ser transferido de cidade”, conta.

 Ela chegou em Andradina com 10 anos, estudou no JBC e no Colégio Objetivo. Uma vida de menina normal de interior.

 A união com Paulo Formigoni de Oliveira aconteceu ainda na adolescência, aos 14 anos, com a gravidez de seu primeiro filho, Ricardo.

 “Eu e o Paulinho casamos no civil e ainda nem tínhamos idade para isso, ele tinha 16. O sonho da minha mãe era que eu casasse de noiva e ela teve de esperar”, diz.

 Após o casamento, os jovens passaram um tempo na casa e sob o olhar de Vera para que Flávia pegasse confiança nos cuidados com o bebê.

 “Eu não sabia fazer nada. Estava com medo. Era uma criança cuidando de outra criança e por isso contava com minha sogra e minha mãe para tudo. Inclusive minha mãe até hoje tem uma atenção com as crianças (risos ao se referir aos filhos já adultos) que basta virar o tempo, ela já liga para perguntar se eles estão agasalhados”.

 Ela lembra que depois de quatro meses de casada se mudou com o marido e o filho para a primeira casa do casal. “Compramos nossa primeira casinha, na rua J. A. de Carvalho. Então, a menina que nunca tinha precisado fazer nada estava com uma casa, um marido e um filho para cuidar. Não foi fácil, mas consegui. Um pouquinho de cada vez”, assegura.

 Companheira

 Desde cedo ela ajuda o marido em tudo o que é possível e foi peça fundamental em alguns dos empreendimentos do casal. A rotina de trabalho Flávia não mudou com os anos. Ela trabalha na transportadora Perlopes e está à frente da concessionária da Honda e ainda cuida do financeiro de outras seis empresas.

 “Até teve uma época que o Paulinho não queria que eu trabalhasse mais e que ficasse em casa. Mas eu sempre gostei de ajudar. Na Skol eu tinha o quarto das crianças, não gostava de deixar com ninguém, mesmo que saíssemos, meus filhos sempre dormiam comigo”, lembra.

 O Amor

 “Paulinho foi o meu primeiro namorado, foi e é meu primeiro amor”.

 Sobre os relacionamentos, Flávia acredita que a mulher de hoje em dia não tem mais paciência. “São poucas que esperam para saber se dá certo ou não. O pessoal olha para a gente e pensa que a vida é fácil. Mas eu já morei em uma casa que chovia mais dentro do que fora e eu não desisti, nem quis morar pra sempre na casa da minha mãe. Eu amadureci muito nova, mas sempre soube o que queria”, afirma.

 “Superei todas as adversidades com muita paciência e acredito que todo o casal tem que ter paciência pra superar as dificuldades, pois casamento não é uma coisa fácil e a chave para a felicidade é a tolerância”, lembra.

 Como nos contos de fadas, a cerimônia dos sonhos do casal aconteceu 27 anos depois do casamento civil, no Espaço Fazano, em São Paulo para família e amigos, entre eles Bruno e Marrone, que fizeram um show privê para os 500 convidados.

 Tudo o que ela passou, Flávia enfrentou. Ela garante que se pudesse voltar, teria feito tudo da mesma maneira. “Hoje a vida está muito gostosa. Com meus filhos e netos tudo é perfeito e não há prêmio maior”, diz.

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Cinco gerações de mulheres: Gersi (avó), mãe da minha mãe. Vera (mãe), Flávia, Fernanda (filha) e Júlia (neta). (Arquivo Pessoal)
(Cleber Carvalho)
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