Aproximadamente 50 funcionários do Judiciário aderiram à manifestação que ocorreu em todo o país, contra a nova reforma da previdência proposta pelo governo do presidente Michel Temer.
A maior fonte de indignação é o fato da mudança igualar à idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres que vai para 65 anos de idade para os dois gêneros, e aumenta também o período mínimo de contribuição previdenciária, para 49 anos.
A manifestação aconteceu simultaneamente nas comarcas de Andradina, Mirandópolis, Pereira Barreto e Ilha Solteira. Em Andradina, está foi a segunda categoria a se manifestar abertamente contra a reforma previdenciária.
No último sábado (11), professores da Rede Estadual de Ensino realizaram uma carreata pelas ruas do centro de Andradina em protesto ao projeto de emenda à Constituição do Governo Temer.
A carreata, encabeçada pela APEOESP reuniu dezenas de professores que também fizeram uma panfletagem na esquina da Rua Paes Leme com a Alexandre Salomão, explicando que a reforma de Temer vai fazer todo cidadão trabalhar pelo menos até os 65 anos, quando passa a ter direito à aposentadoria sem a integralidade de seu salário.
Mais prejuízos
Entre outros prejuízos, a reforma prevê que a pensão por morte do cônjuge seja apenas de 50% do salário recebido pelo falecido. "O que o Governo Federal propõe é que trabalhemos a vida toda pagando nossa previdência para nos aposentar com mais de 70 anos para receber salário integral.
A esperança de vida do brasileiro não chega a isso em vários estados brasileiros. Vamos pagar, morrer e nunca receber. É desumano demais com os trabalhadores brasileiros", destacaram os professores.
Ontem, os professores participam da paralização nacional de docentes convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que espera contar com um milhão de professores parados em protesto contra a PEC da reforma.