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Gordura no fígado, uma doença que tem tratamento

Uma doença que pouco se fala, mas que causa muitos danos se não for tratada. A hepatologista Dra Bruna Raísa Lopes de Mello fala sobre a esteatose hepática (gordura no fígado)

REVISTA FALA! - Flávia Gomes
28/12/17 às 16h06
(Cleber Carvalho)

 Dra Bruna informa que a gordura no fígado se caracteriza pelo acúmulo de gordura nas células do fígado. A doença também é chamada no meio médico de infiltração gordurosa ou doença do fígado gorduroso. É dividida em dois tipos: gordura no fígado alcoólica e a não alcoólica.

 “Como os nomes já dizem, a forma alcoólica da doença ocorre quando há abuso de bebidas alcoólicas, e a forma não alcoólica quando não há histórico de ingestão abusiva de álcool pelo paciente”, diz ela.

 A hepatologista explica que os principais sintomas desta doença são: cansaço sem nenhuma causa aparente; fezes claras e/ou esbranquiçadas; inchaço abdominal; enjoos, vômitos e náuseas; dores de cabeça frequentes; pele e olho s amarelados. Já o diagnóstico de gordura no fígado é feito por a realização de exames laboratoriais, ultrassonografia e tomografia computadorizada.

 Dra Bruna fala da importância do tratamento desta doença já que ela varia de tipo e grau e pode complicar quando o paciente apresenta outros problemas de saúde. “Quando se fala em esteatose hepática de grau 1 e grau 2, as lesões ocasionadas pelo acúmulo de gordura no fígado podem ser reversíveis desde que tratadas de maneira correta e adequada. Já quando o paciente apresenta o grau 3 da doença, ou então foi acometido com o tipo alcoólico da esteatose então uma série de problemas maiores podem surgir em um curto espaço de tempo”, explica a médica.

 Entre as principais consequências dessa patologia, Dra Bruna listou: a perda de função hepática, inflamação de tecidos próximos ao fígado, devido a quantidade de gordura e em casos mais extremos a doença pode progredir para uma cirrose hepática, onde o paciente pode necessitar de um transplante de fígado e/ou então ir a óbito.

 Para ela, cada caso requer um tratamento. “Há diferentes formas de tratar a esteatose hepática, desde os farmacológicos que surtem efeito até utilização da alimentação estratégica, como uma maneira eficaz de reverter os quadros mais leves da doença. Por isso, a importância do diagnóstico para um tratamento eficaz”, finaliza ela.

 Dra Bruna Raísa Lopes de Mello atende na Clinica BenVitta que fica à Rua Humberto de Campos, 833. Telefones: (18) 3725-1010 ou 3725-1600.

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