Uma marca que virou mito e símbolo de liberdade em duas rodas. Assim é a americana Harley-Davidson, que emociona o coração dos a há mais de cem anos como uma coroa enxuta.
Em Milwaukee (EUA) foi onde tudo começou. Em 1901, William Harley e os irmãos Arthur e Walter Davidson uniram-se para montar motocicletas (logo depois, outro Davidson, William, entraria na empresa). Assim, em um galpão em Milwaukee, surgia a Harley-Davidson Motor Company.
As primeiras três motos só foram feitas em 1903. Seis anos depois, a fábrica passaria a adotar como ícone o motor de dois cilindros em V. No ano seguinte, outro símbolo: o logotipo "Bar & Shield". A marca ligada à liberdade ganhou força na Primeira Guerra Mundial, fornecendo modelos para o exército americano e de lá para cá a paixão dominou o mundo.
O andradinense Felipe Eduardo de Souza (28), comerciante ramo da gastronomia, é um dos que não mede limites por essa paixão avassaladora. “Sempre tive uma louca paixão por carros e motos, escolhendo a minha primeira profissão foi na área de lavagem e estética automotiva, que exerci com muita dedicação. Ali sempre mexendo com que eu gostava carrões e motonas! Curto todas os estilos de moto mais sempre me identifiquei com a marca HD tendo muitas e muitas fotos em uma pasta no computador para um dia montar a minha como eu queria”, explica.
O sonho se concretizou quando ele comprou a sua HD First 1600cc. “Mesmo que não tivesse muito tempo para andar nos horários vagos pois o serviço me consumia era passou a me levar para todos os lados. Banco, Correios, escritório tudo era motivo para uma volta. Mais ainda faltava dar meu toc pessoal”, disse.
Ele revela que a customização sempre esteve presente na ideia. Quando tivesse a sua HD o próximo passo era torná-la única. Ele colecionava fotos de HD personalizadas no computador, mania que mantém até hoje. A decisão foi difícil, pois sabia que teria que ficar um bom tempo sem sua moto. O trampo foi feito na az Motocycle uma conceituada oficina de customização do Brasil a AZ Motorciccle, que leva a assinatura de Hélcio Zambotto (Www.azmotocycle.com.br).
No final Zamboto batizou a moto de “Monstro Azul”, mas Felipe preferiu batiza-la de “Baleia Azul”. “A primeira ligada dela bateu forte dentro do peito e não tive dúvidas, voltei para Andradina em cima dela. As motos em geral te passam uma liberdade que não tem explicação, mas dirigir uma moto única é algo fora do comum. Acelerar e sentir o vento é o mesmo que voar”, comenta.
Felipe não é adepto de viagens longas e por a moto ter banco solo e a noiva Iasmin não andar, a “Baleia Azul” é um “monstro” que só será pilotada solo. “Ela não vê muito problema nisso por não gosta de motos mas, se um dia ela mudar de ideia, tem espaço para mais um banco aqui”, afirma.
Versão nacional
Atualmente, oito motos da Harley-Davidson, como a Fat Boy e a Softail, têm cidadania brasileira. Desde 1999, elas são montadas em CKD, em Manaus (AM), em parceria com a empresa brasileira Izzo. Mas a sua história no Brasil é longa.
Durante décadas, as Harley tiveram importação independente, até que, em 1974, a Motovi obteve a licença para montar motos da marca em Manaus. A maioria delas não era genuína Harley e, sim, modelos da italiana Aermacchi. Em 1960, a marca americana se associou à Aermacchi.
Foram essas motos, em versões 125 cm³ e 175 cm³, que foram feitas no país. Além delas, a Motovi montou algumas Electra Glide de 1.200 cm³. No início dos anos 80, a Motovi encerrou a produção. As Harley só voltariam ao país com as importações, nos anos 90.