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Heraldo Rodrigues, um mirandopolense no Alto-Comando da aeronáutica

Conversamos com o mirandopolense Heraldo Luiz Rodrigues, casado com Gisely Meira Rodrigues, também natural de Mirandópolis, com que tem dois filhos: Caio e Bruna.

Mirandópolis - Eduardo Mustafá
16/01/20 às 10h02
(Arquivo Pessoal)

Conversamos com o mirandopolense Heraldo Luiz Rodrigues, casado com Gisely Meira Rodrigues, também natural de Mirandópolis, com que tem dois filhos: Caio e Bruna. Com 57 anos, filho de professora e bancário, também nascidos em Mirandópolis, ele estudou em escolas públicas até chegar no posto de Major-Brigadeiro do Ar, sendo que já foi selecionado para o Alto-Comando da aeronáutica, devendo ascender ao posto de Tenente-Brigadeiro do Ar em 31 de março de 2020, que é o órgão responsável pela defesa aérea e pelo movimento aéreo militar no país, além do controle de satélites sob responsabilidade do Brasil. Confira abaixo a entrevista completa.

Quais suas lembranças de Mirandópolis, quando saiu daqui?
Meus pais moravam em Mirandópolis quando nasci, em 1962. Tive uma infância com boas lembranças, estudando em escolas públicas, como toda criança do interior. As amizades permaneceram, bem como o gosto pela vida simples integrada à natureza e segurança que tínhamos na época. Aos 14 anos passei a estudar em Ribeirão Preto, onde cursei os últimos anos do ensino médio.

Sempre gostou dessa parte de aviação ou foi algo que surgiu com o tempo?
Meu pai gosta muito de aviação, chegou a tirar brevê, isto teve alguma influência em minha decisão para seguir a carreira de piloto. Quando estudava para prestar vestibular em Ribeirão Preto, um colega cadete da Academia da Força Aérea, de uma família de Murutinga do Sul, convidou-me para conhecer o local em que estudava em Pirassununga. Ao visitar a Academia da Força Aérea e ver os cadetes aprendendo a voar, realizar suas atividades diárias de formação militar, suas doutrinas e valores, me identifiquei e decidi entrar para a Força Aérea Brasileira, sobretudo para voar. O concurso de admissão foi como de qualquer vestibular, passei na fase de conhecimento teórico, exames médicos e capacidade física. Aprovado me tornei um cadete da Aeronáutica, onde estudava matérias como de um curso básico de engenharia, administração, direito e ciências aeronáuticas. As aulas práticas de voo começaram ao final do segundo ano do curso, que tem duração total de quatro anos.

Hoje qual é o seu cargo?
Atualmente trabalho como vice-chefe do Estado-Maior da Aeronáutica. Sou militar do Quadro de Oficiais Aviadores da Força Aérea Brasileira, atualmente no posto de Major-Brigadeiro do Ar, já selecionado para o Alto-Comando da Aeronáutica, devendo ascender ao posto de Tenente-Brigadeiro do Ar em 31 de março de 2020, que é o órgão responsável pela defesa aérea e pelo movimento aéreo militar no país, além do controle de satélites sob responsabilidade do Brasil.

Na prática quais são suas principais funções como Brigadeiro?
O posto de Brigadeiro equivale ao posto de General no Exército, e da mesma forma, existem três graus de Oficial-General. O primeiro é Brigadeiro do Ar; o segundo é Major-Brigadeiro do Ar; e o último é Tenente-Brigadeiro do Ar. Dentre as principais funções de um Oficial-General estão comandar homens e decidir os destinos de seu Comando e no mais alto nível, da própria Força Aérea.

Você possui bastante experiência em voos?
A minha experiência de cerca de 4.500 horas de voo é bem interessante porque a grande maioria destas horas foram realizadas em aeronaves de caça, onde cada missão dura, geralmente, menos de uma hora de voo, o que significa dizer que consegui adquirir uma grande experiência durante minha atividade aérea.

Alguma experiência em especial?
Todo voo deve ser realizado com cuidado e atenção, seguindo regras rígidas de segurança e doutrina, uma preparação grande antes de cada voo, com treinamento de situações de voo normal ou em situação de emergência, assegura que o voo ocorra dentro de padrões seguros e sem risco. Tive a sorte de nunca ter enfrentado nenhum susto ou situação que estivesse fora de meu controle. Entretanto, as lembranças de voos memoráveis e mais difíceis sempre existem, como por exemplo: voar em formação com 4 a 16 aeronaves coladas umas às outras dentro de nuvens, o que exige extrema coordenação e calma. Além disso, destaco reabastecimento em outra aeronave em voo, durante o dia ou a noite; missões de Combate Aéreo (treinamento de guerra) entre diversas aeronaves que compreende lançamento de bombas e tiro aéreo real.

Poderia deixar uma mensagem para os jovens?
A carreira militar requer muita dedicação e estudo, mas possibilita vivenciar experiências inesquecíveis tanto como pilotar uma aeronave supersônica como quanto trabalhar junto aos maiores nomes do governo brasileiro. É uma missão ímpar e que todos tem a possibilidade de conquistar. Lembrando sempre que sou filho de uma professora e um bancário, nascido em Mirandópolis e que estudou em escolas públicas do ensino fundamental e médio. Acredito que com informações e dedicação o jovem que estiver lendo esta matéria e quiser seguir a carreira militar para ser piloto ou qualquer outra especialidade possa conseguir informações no portal da FAB – www.fab.mil.br . (Com Agora na Região)

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