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IACOR se manifesta sobre operação que também investiga Santa Casa e Unimed

O IACOR-Instituto Avançado do Coração, de Fernandópolis, emitiu uma nota à imprensa sobre a operação realizada ontem pela Polícia Civil, que resultou na apreensão de documentos no Instituto, além da Santa Casa e Unimed.

Região Noroeste - Fernandópolis
17/07/19 às 12h22
(Reprodução)

O IACOR-Instituto Avançado do Coração, de Fernandópolis, emitiu uma nota à imprensa sobre a operação realizada ontem pela Polícia Civil, que resultou na apreensão de documentos no Instituto, além da Santa Casa e Unimed. 

Na nota, o IACOR destaca que "foi procurado por autoridades policiais que, na busca de esclarecimentos sobre a sua relação com a Santa Casa de Misericórdia de Fernandópolis, solicitou diversos documentos, os quais foram prontamente entregues, franqueando-se amplo acesso às auas instalações e tendo, inclusive, indicado e apresentado outtros que se encontravam no local diverso do seu estabelecimento." 

O Instituto ainda se colocou à disposição da Justiça "para quaisquer novos esclarecimentos que se fizerem necessários, bem como para colaborar com quaisquer diligências". 

A OPERAÇÃO 

Uma denúncia do vereador Murilo Jacob levou a Policia Civil de Fernandópolis a abrir um inquérito que resultou na apreensão de uma série de documentos, computadores e HDs no interior da Santa Casa de Misericórdia da cidade. 

Com 13 meses de investigação comandada pelo delegado Airton Canato, o próximo passo é cruzar dados e comprovar documentos já colhidos relacionado a entidade e as administrações que comandaram a Irmandade por vários anos. 

Segundo Canato, o objetivo é esclarecer porque do aumento da dívida e o que teria levado a instituição chegar a esse ponto, pulando de R$ 11 milhões para mais de 40 milhões de déficit. “A partir de novos documentos em mãos vamos cruzar dados e descobrir o que realmente acontecia na instituição”. 

Ele citou casos de glosa entre a Santa Casa e a Unimed, também alvo de apreensão de documentos, ou seja, não pagamento, por parte dos planos de saúde, de valores referentes a atendimentos, medicamentos, materiais ou taxas cobradas pelas empresas prestadoras (hospitais, clínicas, laboratórios, entre outros) e profissional liberal da área de saúde. 

É uma prática cada vez mais comum e alvo de fiscalização as empresas e profissionais liberais que prestam atendimento aos pacientes de convênios e credenciamentos com órgãos públicos. A ocorrência de glosas está condicionada a uma série de questões que variam entre a falta de documentação adequada. 

Outro ponto da investigação é se houve fraudes durante as gestões do ex-provedores, principalmente ações executadas em desacordo com o Estatuto da entidade. Para o delegado, a instituição que recebe recursos da iniciativa publica é obrigada a prestar contas, principalmente a vereadores, por meio de oficio, o que várias vezes foi negado. 

A dívida trabalhista chega a cerca de R$ 11 milhões e teve o prédio penhorado pela Justiça do Trabalho que avalia ações de 29 colaboradores. O prédio foi avaliado em R$ 31 milhões e pode até ir a leilão. 

A dívida trabalhista originou após o não pagamento de 13º salários, vencimentos mensais e benefícios dos funcionários do hospital no ano de 2015, quando foi administrada pelo provedor Geraldo de Carvalho que várias vezes negou a abertura das contas da instituição. 

A Policia também deve investigar se os atendidos por planos de saúde também teriam sido lançados como pacientes do SUS, para que a instituição recebesse duas vezes por apenas um procedimento. Outro caso também relacionado ao pagamento do Seguro Data. 

Airton Canato encarou como um grande desafio, mesmo ciente que poderia receber quaisquer tipos de sansões políticas, sendo o único a se interessar pela denúncia do vereador. 

A abertura da “Caixa Preta” da Santa Casa poderá mostrar qual era a verdadeira intenção dos administradores com a instituição que tem a função de salvar vidas e que poderia ter sido usada para fins particulares. 

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